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Justiça da Rússia liberta mulher que denunciou "trama russa"

Juíza decidiu arquivar o caso de russa que pediu asilo político nos EUA em troca de informações sobre envolvimento do país em eleições americanas

Internacional|Do R7

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Russa alegou ter informações sobre relação dos países
Russa alegou ter informações sobre relação dos países

A Justiça da Rússia concedeu liberdade nesta terça-feira (22) à bielorrussa Nastia Rybka (Anastasia Vashukevich), que há um ano pediu asilo político nos Estados Unidos em troca de informações sobre a chamada "ingerência russa nas eleições do país".

A juíza decidiu arquivar o caso pelo qual Ribka esteve detida durante 72 horas por supostamente induzir à prostituição, crime que é passível de pena de seis anos de prisão na Rússia.

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Ribka foi detida na semana passada assim que chegou ao aeroporto em Moscou após ser deportada pela Tailândia, onde ficou detida por nove meses por oferecer "serviços sexuais" nesse país.

A bielorrussa foi libertada depois que no sábado afirmou que não tinha intenção de revelar informações "comprometedoras" sobre o oligarca russo Oleg Deripaska, atualmente alvo de sanções dos EUA, que foi relacionado há um ano com a suposta ingerência russa nas eleições presidenciais americanas.

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"Já estou cansada. Por favor, transmitam minhas desculpas a Oleg Deripaska e ao vice-primeiro-ministro russo Sergei Prikhodko. Sinto que tudo tenha saído assim. Estou sinceramente envergonhada pelo ocorrido. Não quero agravar (a situação)", disse Ribka durante a audiência de sábado.

A jovem admitiu que unicamente tinha ameaçado vazar informação confidencial para "chamar a atenção" de Deripaska, algo questionado pelo líder opositor, Alexei Navalny.

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Precisamente, a bielorrussa viajou para a Tailândia em fevereiro de 2018 depois que Navalny publicou os resultados de uma investigação anticorrupção na qual mencionava a conexão de Deripaska com a chamada "ingerência russa" através de Paul Manafort, ex-chefe de campanha do agora presidente dos EUA, Donald Trump.

O vídeo incluía imagens de outra gravação, publicada inicialmente no Instagram de Ribka, que mostrava Deripaska e Prikhodko, ex-assessor principal do Kremlin em Assuntos Internacionais, navegando pelas águas norueguesas em um iate em companhia da detida.

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Uma vez detida pelas autoridades tailandesas por dar um "curso sexual", a jovem pediu asilo político nos EUA e ofereceu aos veículos de imprensa norte-americanos informação sobre a suposta relação dos russos com "Manafort, Trump e todos os escândalos em torno das eleições dos Estados Unidos".

O jornal "The New York Times" informou então que o Departamento de Justiça e o FBI tentaram, entre 2014 e 2016, que Deripaska fosse informante do Governo dos EUA em uma tentativa de obter informação sobre o crime organizado na Rússia e depois da interferência eleitoral, embora este teria declinado a oferta.

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