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Justiça dos EUA apoia restrições a viajantes de países muçulmanos

Decisão favoreceu um dos primeiros atos de Trump como presidente. Suprema Corte disse que governo justificou com a segurança nacional

Internacional|Do R7

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Trump disse que decisão é uma "vitória"
Trump disse que decisão é uma "vitória" REUTERS/Kevin Lamarque - 25.6.2018

A Suprema Corte dos Estados Unidos concedeu a Donald Trump uma das maiores vitórias de seu governo, confirmando as restrições impostas a entrada de viajantes vindos de países de maioria muçulmana, em uma decisão que Trump descreveu como um vitória do povo norte-americano e o reconhecimento de que ele estava certo.

O veredicto obtido pelo placar de 5 x 4, maioria que contou com os cinco juízes conservadores da corte, encerra por ora uma batalha legal intensa para decidir se a medida representa um veto ilegal aos muçulmanos.

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Agora Trump pode se dizer vingado das decisões de instâncias inferiores que barraram suas restrições anunciadas em setembro, além de duas versões anteriores, no Estado do Havaí e em outros.

Nesta terça-feira, Trump descreveu a decisão da Suprema Corte como uma vitória para os norte-americanos.

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"A decisão de hoje da Suprema Corte é uma vitória tremenda para o povo norte-americano e para a Constituição", disse Trump em comunicado.

Essa decisão, disse, também é um reconhecimento de que sua diretriz estava certa, "após meses de comentários histéricos da mídia e de políticos democratas que se recusam a fazer o que é preciso para proteger a nossa fronteira e nosso país".

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A Suprema Corte argumentou que os demandantes não conseguiram provar que as restrições violam a lei de imigração dos EUA ou a Primeira Emenda da Constituição, que proíbe que o governo favoreça uma religião em detrimento de outra.

Escrevendo pelo tribunal, o presidente da Suprema Corte, John Roberts, disse que o governo "apresentou uma justificativa de segurança nacional suficiente" para prevalecer.

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"Não expressamos nenhuma opinião sobre o mérito da diretriz", acrescentou.

O veredicto garante a Trump um amplo poder de decisão sobre quem tem permissão de entrar nos EUA, significando que a proibição atual pode continuar em vigor e que existe a chance de que sejam acrescentados outros países. O presidente disse que a diretriz é necessária para proteger o país de ataques de militantes islâmicos.

As restrições atuais, anunciadas em setembro, proíbem o ingresso da maioria das pessoas saídas do Irã, Líbia, Somália, Síria e Iêmen. A Suprema Corte permitiu que elas fossem implementadas em grande parte em dezembro enquanto as contestações legais prosseguiam.

Os demandantes sustentaram que a medida foi motivada pela hostilidade de Trump aos muçulmanos e exortaram as cortes a levarem em conta seus comentários incendiários feitos durante a campanha presidencial de 2016. Como candidato, Trump pediu uma "interdição total e completa à entrada de muçulmanos nos EUA".

O veto ao ingresso dessas pessoas é uma das políticas imigratórias linha-dura características de Trump e um pilar de sua abordagem "A América Primeiro". Ele emitiu a primeira versão da medida logo uma semana depois de tomar posse, mas ela foi freada rapidamente nos tribunais.

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