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Justiça turca ordena prender 7 pelo desabamento de prédios

Alvos das prisões são acusados de negligência por terem retirado colunas de sustentação de edifícios para ampliar o espaço disponível para uso comercial

Internacional|Da EFE

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Terremoto de 6,8 graus na escala Richter provocou 114 mortes
Terremoto de 6,8 graus na escala Richter provocou 114 mortes

A justiça da Turquia ordenou nesta sexta-feira (6) a prisão preventiva de sete pessoas, todas ligadas a construtoras e donos de estabelecimentos que ficavam em imóveis destruídos pelo terremoto de 6,8 graus na escala Richter, que foi registrado nos arredores do Mar Egeu e provocou 114 mortes.

A decisão é consequência de denúncia realizada pelo Ministério Público de Esmirna, a província mais afetada pelo tremor, onde 17 edificações entraram em colapso no centro da cidade.


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Na segunda-feira (2), nove pessoas chegaram a ser detidas durante operação e depois colocadas em liberdade, com a condição de que deveriam permanecer sob controle judicial enquanto as investigações prosseguiam. Um décimo suspeito está hospitalizado, por causa dos ferimentos que sofreu no momento do terremoto.

Os alvos da decretação da prisão preventiva são acusados de negligência que resultou em morte e de violar normas de construção, após ter sido identificado que foram retiradas colunas de sustentação de prédios para ampliar o espaço disponível para uso comercial, enfraquecendo a estrutura dos imóveis.


Na quarta-feira (4), as equipes de resgate encerraram o trabalho de busca de sobreviventes dos escombros dos 17 edifícios destruídos em Bayrakli, o bairro que sofreu o maior impacto do tremor.

A grande maioria das 114 mortes registradas como consequência do terremoto tem relação com o desabamento destes prédios, segundo as autoridades locais.


De acordo com o serviço de emergências AFAD, foram cerca de mil feridos identificados, sendo que 135 ainda estão hospitalizados, dez deles em unidades de terapia intensiva.

Além dos 17 edifícios que desabaram, o Ministério de Urbanismo da Turquia indicou que outros 107 terão que ser demolidos, por apresentarem risco, e 119 apresentam danos considerados moderados.

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