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Kerry tenta melhorar relações com sauditas, mas tensões são evidentes

Internacional|Do R7

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Por Lesley Wroughton e Angus McDowall

RIAD, 4 Nov (Reuters) - O secretário norte-americano de Estado, John Kerry, se reuniu na segunda-feira com o rei Abdullah e elogiou o caráter estratégico e duradouro da aliança dos Estados Unidos com a Arábia Saudita, mas as tensões por causa da Síria e de outras questões claramente afetam essa relação iniciada há quase 70 anos.

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Kerry visitou a potência petrolífera do golfo Pérsico com a missão de aplacar desentendimentos que envolvem também as relações dos EUA com o Irã, o Egito e os palestinos. Apesar da demonstração pública de amizade, diferenças importantes permanecem.

Essa é a primeira visita desde que a Arábia Saudita manifestou insatisfação com a decisão dos EUA de não bombardear a Síria, graças a um acordo que levou ao desmantelamento do arsenal químico de Damasco. Um príncipe saudita afirmou na época que Riad cogitava uma "grande mudança" no sentido de se distanciar de Washington.

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As preocupações sauditas se baseiam também em parte no temor de que a aproximação atual entre os governos dos EUA e do Irã permita que a República Islâmica - maior rival regional da Arábia Saudita - amplie sua influência nos países árabes.

Aparentemente tentando mostrar aos sauditas que os EUA partilham das suas preocupações, Kerry reiterou ser favorável a que o presidente sírio, Bashar al Assad, deixe o poder, e insistiu que os EUA não permitirão que o Irã desenvolva armas nucleares.

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Os EUA e outras potências mundiais atualmente negociam um acordo para atenuar as sanções ao Irã em troca de garantias de que o país abandonará atividades nucleares que possam ter finalidades militares. Teerã insiste no caráter pacífico das suas atividades.

Kerry disse ter deixado claro aos líderes sauditas que a negociação com o Irã não interferirá nas relações entre EUA e Arábia Saudita, e que "não haverá surpresas" para o reino.

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O secretário e seu homólogo saudita, o príncipe Saud al Faisal, disseram que as recentes discordâncias envolveram questões táticas, e não os objetivos finais.

Além de visitar Riad, Jerusalém e Belém, na Cisjordânia, Kerry também visitará Jordânia, os Emirados Árabes Unidos, a Argélia e o Marrocos na atual viagem.

(Reportagem adicional de Mahmoud Habboush em Dubai e Stephanie Nebehay em Genebra)

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