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Kerry vê progresso em acordos de paz entre israelenses e palestinos

Internacional|Do R7

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JERUSALÉM, 5 Jan (Reuters) - O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, afirmou neste domingo que israelenses e palestinos estão avançando nos diálogos para chegarem à paz na região, embora haja grande ceticismo em relação a um acordo entre as partes.

Em discurso antes de voar para a Jordânia e a Arábia Saudita, e no qual detalhou aos jornalistas a 10a sessão de encontros com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o palestino Mahmoud Abbas, Kerry assegurou que ambos os lados já têm uma ideia clara dos compromissos a serem adotados para alcançarem um denominador comum no conflito do Oriente Médio.

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"Foram dias produtivos", disse o secretário de Estado dos EUA. "Nossa conversa foi muito positiva, ainda que muito séria, muito intensa".

Segundo ele, assuntos-chave como as fronteiras, a segurança, o destino dos refugiados palestinos e a condição de Jerusalém estiveram todos em pauta.

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"O caminho está ficando claro e o imbróglio está sendo resolvido aos poucos. Para todo mundo, está ficando evidente as opções restantes a serem tomadas", afirmou, antes de acrescentar que não irá se encontrar com os reis da Jordânia e da Arábia Saudita caso eles não endossem as reivindicações propostas para o conflito da região.

"Mas não sei dizer quando as últimas peças deste imbróglio irão se encaixar, ou se cairão no chão e deixarão o quebra-cabeças incompleto", acrescentou Kerry.

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O ministro do Exterior do Israel, Avigdor Lieberman, um político conservador e tradicional aliado do governo de coalizão, exigiu que qualquer acordo de paz traga uma proposta de "troca entre populações e territórios" com o futuro estado palestino.

O discurso de Lieberman visa a preservar a política atual de Israel, de manter blocos de assentamentos israelenses na hoje ocupada Cisjordânia, além de redesenhar as fronteiras da região para que comunidades árabes estejam sob jurisdição palestina.

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Os palestinos, bem como outros árabes, que juntos compõem 20 por cento da população de Israel, recusaram a proposta israelense de revisar as fronteiras da Cisjordânia que, assim como Jerusalém Oriental e a Faixa de Gaza, foram anexados por Israel na guerra de 1967.

(Por Arshad Mohammed)

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