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Líder de importante brigada islamita síria morre em ataque do regime

Internacional|Do R7

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Beirute, 18 nov (EFE).- O dirigente rebelde Abdel Qadir Saleh, líder uma das facções armadas mais importantes na cidade de Aleppo, a Brigada al Tawhid (monoteísmo), morreu nesta segunda-feira pelos ferimentos sofridos em um ataque das forças do regime de Bashar al-Assad. Em um vídeo postado na internet, o comando do grupo insurgente confirmou o falecimento de Saleh, conhecido como Hachi Marea, em referência ao seu local de nascimento. Saleh morreu pelos ferimentos sofridos na quinta-feira em um ataque da aviação governamental contra a escola Al Musha em Aleppo, onde tinha sua sede o comando de seu grupo, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos. Nesse bombardeio, o responsável de segurança da brigada insurgente, Youssef Abbas, conhecido como Abu Tayyip, também morreu, enquanto seu líder político, Abdelaziz Salama, ficou ferido. Grupos opositores afirmaram que, tanto Saleh como Salama, tinham sido internados em um hospital da Turquia e que se encontravam bem. Saleh, de 33 anos de idade e original da cidade de Marea, foi o líder da Brigada al Tawhid desde sua fundação em 18 de junho de 2012. Segundo sua milícia, Saleh participou também na defesa da cidade de Al Qusair, na província central de Homs, cujo controle foi arrebatado pelo regime em junho, e esteve nas frentes de batalha de Aleppo, no norte do país. Em declarações à Agência Efe, um porta-voz de dita brigada, Marwan Salem, que falou pessoalmente com Saleh, assinalou que o morto "estava sempre na primeira linha de batalha, inclusive nos choques recentes na base 80", junto ao aeroporto internacional de Aleppo. Salem disse que o morto tinha esposa e cinco filhos, e que antes de involucrar-se na luta armada, se dedicava ao comércio de alimentos. Segundo o porta-voz, o grupo ainda não designou nenhum sucessor de Saleh. Na opinião do professor de Ciências Políticas da Universidade Americana de Beirute (AUB), Hilal Jashan, a morte de Saleh não vai solapar a fortaleza da Brigada al Tawhid. Jashan destacou que o morto era muito popular entre seus seguidores e que, embora era muito religioso, "era moderado e humilde em seus pontos de vista, em nenhum caso era um extremista". O analista assinalou que a Brigada al Tawhid é, com cerca de 5 mil militantes, a facção mais importante não vinculada à Al Qaeda no norte da Síria, depois dos jihadistas Estado Islâmico do Iraque e do Levante e da Frente al Nusra, "A Brigada al Tawhid não é um grupo jihadista, opera dentro dos limites da Síria e seu objetivo é conseguir uma mudança política no país que leve à criação de um Estado muçulmano", explicou Jashan. O analista detalhou que esta brigada está vinculada à Irmandade Muçulmana e que recebe o apoio da Turquia. Antes, também recebia do Catar, mas o perdeu depois que Doha deu um passo para atrás em seu envolvimento no conflito a favor da Arábia Saudita. EFE ssa-ms/ff

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