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Líder de oposição do Zimbábue é detido após deportação da Zâmbia

Tendai Biti foi levado sob custódia após Zâmbia ter recusado seu pedido de asilo. Biti teria estimulado a violência na esteira da acirrada eleição nacional

Internacional|Do R7

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Biti estava escondido desde a semana passada
Biti estava escondido desde a semana passada

A polícia do Zimbábue colocou o ex-ministro das Finanças e líder de oposição Tendai Biti sob custódia nesta quinta-feira (9), depois que autoridades da Zâmbia rejeitaram seu pedido de asilo e o deportaram, disseram seus advogados.

Segundo a polícia, Biti e oito outras figuras proeminentes da oposição supostamente fomentarem a violência na esteira da acirrada eleição nacional do Zimbábue na qual o presidente Emmerson Mnangagwa foi declarado vencedor.

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"A informação que temos é que agora ele está sendo escoltado por detetives de volta a Harare", disse Alec Muchadehama, um dos vários advogados zimbabuanos que representam Biti, à Reuters.

A porta-voz da polícia nacional, Charity Charamba, disse não ter informações sobre o caso de Biti.

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Seis pessoas morreram na semana passada em uma ação repressiva do Exército a protestos contra a vitória do partido governista Zanu-PF, de Mnangagwa. Seu principal rival, o líder opositor Nelson Chamisa, acusou o governo de reprimir membros de seu partido.

Biti, cujo Partido Democrático do Povo formou uma aliança com o Movimento pela Mudança Democrática (MDC), de Chamisa, estava escondido desde a semana passada e teme por sua vida, disse um de seus advogados, Nqobizitha Mlilo.

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Crítico sem papas na língua, Biti está quase na mesma situação em que se encontrava em 2008, quando foi preso por anunciar que o falecido líder do MDC, Morgan Tsvangirai, havia vencido uma eleição presidencial.

Mais tarde resultados mostraram que Tsvangirai derrotou o ex-presidente Robert Mugabe, mas não com votos suficientes para evitar um segundo turno.

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A embaixada britânica em Harare disse estar acompanhando atentamente o caso do ex-ministro e que conversou com autoridades do Zimbábue e da Zâmbia.

"Nós (e outros) estamos esperando garantias claras das autoridades zimbabuanas de que sua segurança será garantida e seus direitos constitucionais plenamente respeitados", disse a embaixada em sua página de Twitter.

Os tumultos pós-eleição lembram as eleições questionadas do governo de quatro décadas de Mugabe, deposto em novembro por um golpe militar.

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