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Líder do Irã culpa inimigos por instabilidade e mortes em protestos

Número de mortos em manifestações contra o governo chega a 21

Internacional|Do R7

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O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, acusou os inimigos do país nesta terça-feira (2) de provocar instabilidade, à medida que o número de mortos em protestos contra o governo iniciados na semana passada chega a 21.

Na noite de segunda-feira (1º), nove iranianos morreram na província de Isfahan, incluindo dois membros das forças de segurança, relatou a TV estatal.

Seis manifestantes morreram durante um ataque contra uma estação de polícia na cidade de Qahderijan. O governador do distrito de Falavarjan disse que os manifestantes estavam armados.

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O vice-governador da província de Teerã disse que a polícia prendeu mais de 450 manifestantes na capital durante os últimos três dias, enquanto forças de segurança lutam para conter o maior desafio à liderança do país desde 2009.

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Em sua primeira reação aos protestos, Khamenei disse: "Nos últimos dias, inimigos do Irã usaram diferentes ferramentas, incluindo dinheiro, armas, política e aparatos de inteligência para criar problemas para República Islâmica."

Khamenei disse em seu site que irá se pronunciar sobre os eventos recentes "no momento certo".

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Ele não identificou nenhum inimigo, mas o secretário do Supremo Conselho Nacional de Segurança, Ali Shamkhani, disse que os Estados Unidos, o Reino Unido e a Arábia Saudita estavam por trás das recentes revoltas no Irã.

"Sauditas receberão a resposta inesperada do Irã e eles sabem o quão sério pode ser", disse Shamkhani, segundo a agência de notícias Tasnim, conforme entrevista à TV Al Mayadeen.

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