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Líder separatista de Donetsk deseja conversa com a Ucrânia

Denis Pushilin afirma que diálogos com governo de Kiev podem ser alcançados com apoio da "grande Rússia"

Internacional|Do R7

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Denis Pushilin conta com a ajuda da Rússia para negociar independência da Ucrânia
Denis Pushilin conta com a ajuda da Rússia para negociar independência da Ucrânia

O líder apoiado pela Rússia da região separatista de Donetsk disse nesta quarta-feira (23) que deseja estabelecer suas fronteiras pacificamente com a Ucrânia, mas se reservou ao direito de pedir ajuda à "grande Rússia".

Denis Pushilin, que dirige a autoproclamada República Popular de Donetsk que foi reconhecida pela Rússia esta semana como independente, disse que era a favor do diálogo com a Ucrânia em primeira instância.

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Mas ele afirmou em uma entrevista coletiva que a situação do prolongado conflito havia se tornado crítica e que os separatistas haviam acelerado uma mobilização de forças, na qual homens saudáveis entre 18 e 55 anos foram chamados para lutar.

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"Nós venceremos. Com pessoas como esta, venceremos. Com um país como este, com a grande Rússia, que respeitamos e valorizamos", disse ele. "Não temos o direito de perder, ou mesmo de duvidar da nossa vitória".

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O reconhecimento pela Rússia da independência de Donetsk e da vizinha República Popular de Luhansk, na segunda-feira (21), foi declarado ilegal pelos países ocidentais, que impuseram novas sanções contra Moscou.

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A medida levou a crise da Ucrânia a uma nova fase, uma vez que os tratados que o presidente russo, Vladimir Putin, assinou na segunda-feira com líderes separatistas fornecem um pretexto legal para a Rússia enviar suas forças em apoio aos separatistas, que atualmente controlam apenas uma fração das duas regiões do leste da Ucrânia que reivindicam.

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Perguntado se eles iriam tentar expandir seu território, Pushilin disse: "Ainda não estamos nessa fase, estamos na fase em que as forças inimigas estão na linha de contato e podem avançar para uma ofensiva a qualquer momento".

A Ucrânia nega veementemente as acusações dos separatistas de que está inclinada a recapturar território pela força, e rejeitou uma série de relatos russos e separatistas sobre supostos ataques.

Falando ao lado de Pushilin, Andrey Turchak, membro sênior do partido governista da Rússia, disse que nenhuma força no mundo poderia mudar o resultado legal do reconhecimento da Rússia.

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