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Líderes de Hamas e Fatah acertam reconciliação palestina

Em encontro no Egito, Abbas e Mechaal se comprometeram a "aplicar o acordo de reconciliação"

Internacional|Do R7

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O encontro foi mediado pelo presidente egípcio, Mohammed Morsi. Na foto acima, Morsi (à direita) conversa com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas
O encontro foi mediado pelo presidente egípcio, Mohammed Morsi. Na foto acima, Morsi (à direita) conversa com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas KHALED DESOUKI/AFP

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, e o chefe exilado do movimento islâmico Hamas, Khaled Mechaal, se comprometeram na quarta-feira (9), no Cairo, a relançar o processo de reconciliação, ao final de uma reunião na capital egípcia.

Os dois líderes concordaram em "aplicar o acordo de reconciliação" firmado entre ambos movimentos em 27 de abril de 2011, mas que não avançou por divergências sobre sua aplicação, declarou à AFP um membro do bureau político do Hamas, Ezzat el Rishk.


"As duas partes concordaram em pedir a todas as facções palestinas que apliquem o acordo de reconciliação", acrescentou o chefe dos serviços secretos egípcios, Mohammed Chehata, que assistiu à reunião.

Líderes palestinos se reúnem com presidente egípcio por reconciliação


O encontro, que visava "dar um impulso à reconciliação", "transcorreu em ótimo ambiente e foi promissor".

Segundo o porta-voz da presidência egípcia, Yasser Ali, "Fatah e Hamas concordam em abordar as medidas de reconciliação".


Este foi o primeiro encontro desde fevereiro de 2012 entre os líderes de Fatah (que governa a Cisjordânia) e Hamas (no poder em Gaza).

Antes da reunião, os dois líderes foram recebidos pelo presidente egípcio, o islamita Mohammed Morsi. O Egito já havia mediado o acordo de reconciliação de abril de 2011, no Cairo.


Morsi prometeu a Abbas que "trabalhará pela suspensão do bloqueio a Gaza e para ajudar os palestinos a superar sua crise financeira, atuando junto aos contribuintes e à Irmandade Muçulmana", segundo o responsável do Fatah, Azzam al Ahmad.

A Liga Árabe prometeu em dezembro conceder uma "rede de segurança" de 100 milhões de dólares mensais à Palestina para paliar as sanções israelenses impostas como represália ao reconhecimento da Palestina como Estado observador das Nações Unidas, em novembro passado.

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