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Maduro comemora aniversário de Chávez no dia que completa 100 dias no poder

Internacional|Do R7

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Aldo Rodríguez Villouta. Caracas, 28 jul (EFE).- O Governo venezuelano lembrou neste domingo o 59º aniversário de Hugo Chávez, que governou a Venezuela desde 1999 até sua morte, no dia 5 de março passado, e coincidindo com os cem dias no poder do presidente Nicolás Maduro, seu herdeiro político. "Isto não é fácil (...); eu nunca aspirei a nenhum cargo, mas além disso, mais do que isso, eu sempre, psicológica e politicamente, me preparei para ser suporte, para ter meu ombro ao lado dele, para acompanhá-lo (...), para viver por ele, portanto ter de ocupar seu posto aqui é um grande desafio pessoal", declarou Maduro. O novo presidente aproveitou para pedir unidade nas fileiras governistas, onde admitiu que para as eleições municipais do dia 8 de dezembro detectou divisões que atribuiu a dirigentes chavistas que, disse, se venderam "ao inimigo". Em Barinas, oeste do país e terra natal de Chávez, Maduro liderou uma primeira homenagem a seu antecessor, após a qual visitou seu túmulo, no centenário prédio de Caracas, onde seu mentor ficou famoso no dia 4 de fevereiro de 1992. Chávez comandou naquele dia a tentativa de golpe de Estado que, segundo disse então, postergou "por enquanto" o início da "Revolução Bolivariana", como chamou sua gestão de 14 anos e como também Maduro chama a sua própria administração. Sem identificar ninguém, Maduro disse que os chavistas vendidos "buscam dividir o povo para que a burguesia se aproxime e possa fazer prosperar o que não prosperou até hoje, que é a desestabilização", e exortou "o povo a lhes dar uma lição, que lhes diga não ao divisionismo, não à traição". Esse tipo de "desvios" serão minimizados com o trabalho do Instituto de Altos Estudos do Pensamento do Comandante Supremo Hugo Chávez, instância criada por Maduro e onde pôs à frente o irmão mais velho do líder falecido, Adán Chávez. O instituto contribuirá, disse este, para que "a Revolução Bolivariana alcance seu ponto de não retorno", "de irreversibilidade da Revolução". O vice-presidente venezuelano, Jorge Arreaza, e sua mulher, Rosa Virgínia, filha mais velha de Chávez, batizaram um livro sobre o ex-governante, no Quartel da Montanha, o prédio centenário onde repousa seu corpo. Maduro pronunciou ali um discurso de mais de duas horas, onde fez uma apuração do que fez desde que ganhou as eleições do dia 14 de abril, triunfo não reconhecido por suposta fraude pelo líder opositor Henrique Capriles, contra quem o governante atacou sem nomeá-lo, e a quem tachou de "fascista". "Não tenho dúvidas de que uma vez que os fascistas começassem a privatizar a PDVSA (a estatal petrolífera), a educação, a saúde, este povo se levantaria em uma grande insurreição", o que, além disso, se evitará no futuro "mantendo o pulso firme", acrescentou. Capriles, derrotado por Chávez há nove meses e por Maduro há três, disse em que ambos os Governos são um só e "o pior", ressaltou em um ato dominical como governador de Miranda, estado que abrange a parte de Caracas. "Isto é demais e nosso povo tem que abrir os olhos; quando as coisas não funcionam, é preciso trocá-las", acrescentou. Adicionalmente, escreveu em sua coluna dominical na imprensa que a mudança começará justamente com as eleições de dezembro, e que obviamente Maduro e "seus cúmplices" sabem que perderão. "Eles também sabem que estão fazendo as coisas mal, que o país saiu de seu controle, como os venezuelanos sabem muito bem que foi o que aconteceu", acrescentou Capriles em alusão às eleições de abril, que diz ter vencido, mas que foi vítima de uma fraude. "Como o líder de milhões de venezuelanos", acrescentou em alusão aos 7,3 milhões de votos que recebeu em abril (contra 7,5 milhões de Maduro), lhes assegurando que não vai facilitar para eles a "farsa". "Pensem em tudo o que terão que explicar ao país quando votarmos todos os que já votamos (...), somando quem precisou destes cem dias para perceber que deixar o país nas mãos da ineficácia de Nicolás e seus cúmplices é uma loucura que não vamos permitir", concluiu Capriles. EFE arv/ma (fotos) (vídeo)

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