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Maduro inicia governo sob a sombra de auditoria pedida pela oposição

Internacional|Do R7

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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, inicia neste sábado o primeiro governo da era pós-Chavez com uma oposição que insiste em não reconhecer sua vitória e exige uma auditoria da eleição.

Maduro tomou posse ontem, apoiado por seus partidários, e, em meio ao ruído das panelas que os opositores bateram em suas casas, começará a traçar o "governo de rua" que irá caracterizar sua gestão.

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Sugerindo um governo baseado na microgestão, "para que a saúde, educação e economia funcionem no local, no Estado, no município", Maduro assinalou que será "o primeiro presidente chavista" e o "primeiro presidente operário" da Venezuela.

A campanha da equipe opositora irá oferecer uma entrevista coletiva em que dará detalhes do processo de auditoria dos votos que deram a vitória a Maduro no último domingo, uma revisão aceita pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) um dia antes da posse do novo presidente.

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Depois que os resultados apontaram para uma diferença de 1,8 ponto entre Maduro e o candidato da oposição, Henrique Capriles, teve início na Venezuela uma semana de tensão política, em que ambas as partes se acusaram de promover a violência e abraçar o fascismo.

"Mesmo partindo da hipótese de que tenha havido fraude, aqui não há um Estado de direito, porque não existe a separação de poderes. Esta via não implica, em absoluto, que haverá uma mudança do que já está estabelecido", afirmou à AFP o historiador e cientista político Agustín Blanco Muñoz.

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"Devido às circunstâncias adversas, teria que se deduzir ou especular que os opositores têm um plano B, que ainda não podemos avaliar", sugeriu.

Autoproclamado filho do homem forte que governou a Venezuela por 14 anos, Maduro enfrenta o desafio de preencher o vazio deixado pelo líder, cuja revolução socialista dividiu o país politicamente.

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Sem o carisma de Chávez e diante de uma oposição fortalecida, Maduro tem como tarefas urgentes recuperar a economia - dependente da receita do petróleo e das importações, e afetada pela inflação, escassez e falta de divisas - e combater a insegurança no país sul-americano com número recorde de homicídios (54 em cada 100 mil habitantes, segundo cifras do governo).

Para os analistas, ele também enfrentará o desafio de assegurar a lealdade das Forças Armadas, onde existem divisões políticas e ideológicas.

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