Mãe de menino que tentou tiroteio em escola é acusada de negligência
Mary York avisou a polícia de Indiana (EUA) que o filho de 14 anos ia atirar contra ex-colegas; o menino se matou e ela foi indiciada por 7 acusações
Internacional|Fábio Fleury, do R7

Em 13 de dezembro de 2018, Mary York ligou para a polícia de Richmond, em Indiana (EUA) para denunciar o próprio filho, de 14 anos. O adolescente havia ameaçado o namorado da mãe com uma arma e disse que ia à escola onde tinha estudado, para se vingar do bullying dos ex-colegas.
Com o aviso, a polícia agiu rápido e colocou os estudantes em segurança. Quando o menino chegou, estourou com tiros uma porta de vidro, que estava trancada, para entrar no prédio. Ao se ver cercado, deu um tiro na própria cabeça e morreu no local, a única vítima do tiroteio que pretendia fazer. Ninguém mais se feriu.
Elogios e acusações
Mary recebeu elogios da polícia em abril deste ano, mas há duas semanas foi indiciada pela promotoria local e pode responder por até 7 acusações, inclusive de negligência, segundo a imprensa norte-americana.
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Segundo a emissora Fox59, de Indiana, os promotores alegam que a mãe colocou o filho em risco por permitir a presença das armas do namorado em casa. Além disso, ela tirou o menino de um programa de acompanhamento psicológico, que havia diagnosticado que ele sofria de depressão e pensamentos suicidas.
Problemas financeiros
A mãe alega que tirou o filho do acompanhamento depois de dez dias porque seu seguro de saúde não cobria o tratamento, e que deixou que ele parasse de tomar a medicação recomendada porque ele se sentia "estranho".
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Além disso, ela afirma que nenhum dos profissionais a alertou sobre possíveis transtornos psicológicos, e que ele nunca tinha demonstrado desejo de matar. Mary sabia que o filho sofria bullying, mas diz que nunca soube de nenhum caso mais grave, nem se ele odiaria algum colega em particular.
Dia de violência
No dia em que o adolescente saiu de casa disposto a causar a tragédia, ele levou consigo um fuzil, uma pistola, munição, coquetéis molotov e um plano detalhado sobre o que pretendia fazer quando estivesse na escola. Segundo a polícia, a ideia dele era "causar o maior estrago possível e matar todos que conseguisse".
As armas eram do então namorado de Mary e estavam em um armário, que o menino arrombou. Ele então apontou a pistola .45 para o padrasto e ordenou que o levasse até a escola. Quando eles saíram, a mãe pegou o telefone e avisou a polícia, evitando uma tragédia ainda maior.











