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Mais de 65 mil pessoas participam de manifestação pró-Crimeia em Moscou

No dia 16 de março, eleitores da Crimeia deverão votar sobre a anexação à Rússia

Internacional|Do R7

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Frases como "A Crimeia é terra russa" ou "Crimeia, estamos com você" eram vistas em cartazes na manifestação
Frases como "A Crimeia é terra russa" ou "Crimeia, estamos com você" eram vistas em cartazes na manifestação

Mais de 65 mil pessoas se reuniram em Moscou nesta sexta-feira (7) para um evento em apoio aos habitantes da Crimeia, península ucraniana cujas autoridades pró-Rússia pediram anexação à Rússia, informou a polícia de Moscou.

Exibindo bandeiras russas e cartazes proclamando "A Crimeia é terra russa" ou "Crimeia, estamos com você", eles assistiram, logo atrás da Praça Vermelha a dois passos do Kremlin, um concerto que começou com uma música patriótica intitulada Officiers, interpretada pela estrela pop russa Oleg Gazmanov.

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Uma delegação do Parlamento local da Crimeia, que se reuniu com parlamentares russos durante a manhã, se juntou ao espetáculo e exibiu uma faixa com a frase "Estamos juntos".

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Parlamento russo afirma que respeitará "escolha histórica" da Crimeia em referendo

"Olá Crimeia! Ontem tomamos uma decisão histórica sobre a realização de um referendo", declarou o presidente do Parlamento da Crimeia, Vladimir Konstantinov, antes de ser aplaudido pela multidão que gritava "Bravo!".

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"A Rússia não nos abandonará", acrescentou, pedindo apoio a todos os ucranianos, vítimas, segundo ele, de um governo "ilegítimo".

Dominada por pró-russos, o Parlamento local da Crimeia pediu na quinta-feira (6) a Vladimir Putin que anexe a península ucraniana à Rússia e anunciou a organização de um referendo em 16 de março a este respeito.

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Os eleitores deverão escolher entre uma anexação à Rússia ou uma maior autonomia.

O Parlamento russo declarou nesta sexta-feira que apoiaria a "escolha histórica" da Crimeia.

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O presidente russo Vladimir Putin discutiu a questão com seu Conselho de Segurança.

Já o presidente ucraniano interino, Olexander Turtchinov, denunciou "um crime contra a Ucrânia cometido pelos militares russos" e anunciou o lançamento de um processo de dissolução do Parlamento da península.

Europeus e americanos também condenaram a decisão e anunciaram novas sanções diplomáticas e econômicas contra Moscou.

A Crimeia foi "dada" em 1954 à Ucrânia Soviética por Nikita Khrushchev, ele próprio originário da Ucrânia. Para evitar tentações separatistas, a Ucrânia, independente após a dissolução da URSS em 1992, concedeu o status de república autônoma.

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