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Manifestantes turcos desafiam ordem para deixar praça em Istambul

Internacional|Do R7

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ISTAMBUL/ANCARA, 12 Jun (Reuters) - Centenas de manifestantes contrários ao governo gritavam e cantavam na Praça Taksim em Istambul na madrugada de quinta-feira (horário local), desafiando uma ordem para acabar com quase duas semanas de protestos contra o primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan.

O vice-presidente do governista Partido AK, Huseyin Celik, disse na noite desta quarta-feira que os manifestantes devem se retirar do Parque Gezi, uma área arborizada da praça onde criaram um acampamento com barracas.

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Ao mesmo tempo, ele fez uma concessão ao propor um referendo sobre os planos de revitalização da área que provocaram a agitação popular.

A repressão policial pesada há quase duas semanas desencadeou uma onda sem precedentes de protestos contra o autoritarismo percebido de Erdogan e seu Partido AK, de raízes islâmicas, atraindo uma ampla aliança de secularistas, nacionalistas, trabalhadores, sindicalistas e estudantes.

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A polícia antichoque observava enquanto as pessoas se misturavam até tarde da noite, algumas cantando e dançando, outras aplaudindo um pianista que passou a morar no meio da praça com um piano de cauda.

A cena contrastava com o que se viu no local 24 horas antes, quando cápsulas de gás lacrimogêneo fizeram milhares de manifestantes correr para ruas laterais antes de autoridades demolirem barricadas e reabrirem a praça ao tráfego pela primeira vez desde que os problemas começaram.

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"O governo não pode aceitar que estes protestos durem para sempre", disse Celik em entrevista coletiva na capital Ancara, após uma reunião entre Erdogan e um grupo de figuras públicas ligadas aos manifestantes.

"As pessoas com más intenções ou que procuram provocar e permanecer no parque (agora) vão enfrentar a polícia", disse ele.

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A polícia disparou gás lacrimogêneo e canhões de água dia após dia em cidades como Ancara na semana passada. Três pessoas, incluindo um policial, morreram e cerca de 5 mil ficaram feridas, de acordo com a Associação Médica da Turquia.

A oferta de realizar um referendo sobre a remodelação do parque é uma das únicas concessões que as autoridades públicas têm apresentado após dias de retórica firme de Erdogan se recusando a recuar.

Celik deu poucos detalhes de como um referendo seria feito, dizendo que poderia ser realizado em Istambul, ou apenas no distrito perto da Praça Taksim.

Os manifestantes também querem que o governo puna os responsáveis ​​pela violenta repressão policial.

"Achamos que é indispensável que o Parque Gezi permaneça como um parque, a violência deve parar e os responsáveis ​​pela violência devem ser investigados", disse Ipek Akpinar, um arquiteto que estava entre a delegação que se reuniu com Erdogan.

(Reportagem de Nick Tattersall e Jonathon Burch)

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