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Manifestantes turcos não concordam com proposta de referendo de Erdogan

Ativista diz não ser "legal nem desejável" consulta popular para decidir futuro de parque

Internacional|Do R7

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Manifestante dorme no parque Gezi, na Turquia
Manifestante dorme no parque Gezi, na Turquia YANNIS BEHRAKIS/REUTERS

A proposta do primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan de organizar um referendo municipal sobre o futuro de parque Gezi de Istambul, que desencadeou os protestos contra o governo, não é legal nem desejável, afirmou à AFP um representante dos manifestantes.

"Já existe uma decisão judicial, que obrigou a interrupção das obras urbanísticas do parque Gezi. Nestas condições, não é legal prever uma consulta popular para decidir o futuro do parque", declarou Tayfun Kahraman, do movimento Solidariedade Taksim, que reúne 116 associações que promovem protestos no parque Gezi.

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Kahraman destacou ainda que "não existem as condições para realizar uma consulta porque a legislação turca prevê o recurso do referendo apenas para reformas constitucionais".

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O primeiro-ministro tentou na quarta-feira (12) neutralizar os protestos contra o governo com a ideia de um referendo sobre o projeto urbanístico da praça Taksim e sobre o futuro das 600 árvores do parque Gezi.

Um tribunal administrativo de Istambul divulgou em 31 de maio uma medida cautelar para suspender as obras, à espera de uma decisão sobre a legalidade do projeto estimulado pelo governo.

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Nesta quinta-feira (13), o ministro do Interior, Muammer Guler, pediu o fim rápido da ocupação do parque Gezi, cenário de protestos há duas semanas.

"A ocupação do parque Gezi não pode durar. Desde 1 de junho, alguns grupos ocupam um espaço público e impedem o acesso a outros. Tudo isto deve acabar antes de provocar mais tensão. Esta situação não é aceitável em uma democracia", disse Guler em Ancara.

"Adotamos as medidas de segurança necessárias. A polícia está preparada diariamente para restabelecer a ordem e garantir a segurança", completou.

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