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María Corina Machado radicaliza seu discurso e Delcy Rodríguez vai para o centro, avalia especialista

Negociações para eleições, provavelmente em 2027, permanecem sob mediação dos Estados Unidos; veja análise

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Negociações entre governo interino da Venezuela e oposição são mediadas pelos EUA.
  • Maria Corina Machado, líder oposicionista, não participará das negociações.
  • Governo representado por Jorge Rodríguez; oposição por Dinorah Figueira.
  • Especialista destaca radicalização de Maria Corina e moderação de Delcy Rodríguez.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

As negociações entre o governo interino da Venezuela e o partido de oposição, mediadas pelos Estados Unidos, serão retomadas neste sábado (1°). Mas, apesar disso, María Corina Machado, a líder oposicionista, não deve estar presente.

Os diálogos, que visam reformular o sistema político do país antes das eventuais eleições gerais, destacam a influência sem precedentes de Washington sobre o país desde que Nicolás Maduro foi deposto.


O governo venezuelano será representado por Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, e irmão da governante interina, Delcy Rodríguez. Já do lado opositor, Dinorah Figueira, chefe de um grupo da Assembleia Nacional, foi a escolhida para dar continuidade às negociações.

“A María Corina Machado radicalizou o discurso. E o grupo que está hoje, esse grupo bolivariano, liderado pela Delcy Rodríguez e o seu irmão, Jorge Rodríguez, foi mais para o centro, moderado, procurando a todo momento um acordo com os norte-americanos [...]. Esse ano é muito improvável que haja eleições, mas a conversa é que, para o ano que vem, dentro do que se está negociando, haja eleições”, argumenta o especialista em segurança e estratégia internacional Ricardo Cabral, em entrevista ao Conexão Record News.


Cabral ainda pontua a necessidade de uma transição pactuada, que anistie tanto os Rodríguez pelos crimes da gestão Maduro quanto Corina Machado e Edmundo González, outro opositor, pelos crimes imputados pela mesma ditadura. Em meio a isso, Washington media de olho nas concessões dadas aos EUA.

“Ninguém ali está jogando pouco, [está] todo mundo jogando com suas cartas”, completa.

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