Internacional Massacre nos EUA: crianças foram mortas com vários tiros de fuzil

Massacre nos EUA: crianças foram mortas com vários tiros de fuzil

Legista que examinou as crianças disse que alguma receberam até 11 tiros

Massacre nos EUA: crianças foram mortas com vários tiros de fuzil

Emilie Parker, de seis anos, é uma das vítimas do massacre na escola Sandy Hook

Emilie Parker, de seis anos, é uma das vítimas do massacre na escola Sandy Hook

Divulgação/Emilie Parker Memorial Fund/Reuters

As crianças mortas no massacre da escola primária de Connecticut, nos Estados Unidos, tinham entre seis e sete anos e receberam mais de um tiro de fuzil de assalto, informaram neste sábado (15) médicos legistas.

"Acredito que todos eram do primeiro ano" da escola primária de Newtown, disse o chefe do instituto médico legal de Connecticut, Wayne Carver, à imprensa.

A polícia confirmou que dos 20 alunos mortos, 16 tinham seis anos e quatro, sete anos. O massacre vitimou doze meninas e oito meninos.

Os adultos mortos são seis mulheres, a mais velha com 56 anos.

"Todos os ferimentos são de arma de grosso calibre", acrescentou Carver em referência ao fuzil de assalto encontrado no local, "a pior cena de crime que já vi em 30 anos".

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Carver foi auxiliado por outros quatro médicos legistas e dez técnicos, e fez a autopsia pessoalmente em sete vítimas, todas atingidas por "entre três e 11 disparos" cada.

Segundo o legista, "apenas duas" das sete vítimas que examinou "foram atingidas por disparos a queima-roupa".

— Não tenho detalhes sobre os demais óbitos.

Carver e os demais legistas ainda não examinaram o corpo do suposto assassino, identificado pela imprensa como Adam Lanza, 20 anos, que teria cometido suicídio. O jovem foi encontrado ao lado de duas pistolas e um fuzil de assalto. Uma quarta arma foi encontrada em um carro no estacionamento próximo à escola.

Novas pistas

Investigadores reuniram "evidências muito boas" para explicar o que levou um homem de 20 anos a matar a tiros 20 crianças e seis adultos numa escola infantil nos Estados Unidos, disse a polícia norte-americana neste sábado (15).

O atirador, identificado como Adam Lanza, abriu fogo na manhã da sexta-feira (14) na escola Sandy Hook, onde estudam crianças de cinco a dez anos de idade. Ele matou 26 pessoas na escola antes de se suicidar no mesmo local.

A polícia confirmou hoje que, antes de cometer a chacina, o jovem matou uma mulher adulta dentro de sua própria casa, possivelmente sua própria mãe — a informação não foi confirmada oficialmente.

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"Nossas investigações na cena do crime produziram evidências muito boas", disse à imprensa o tenente Paul Vance, comandante da polícia de Connecticut.

O tiroteio atormentou a cidade de Newtown, listada como a quinta cidade mais segura dos EUA, mas que agora está em crise.

Traumas

Um hospital abriu um centro para lidar com a crise na cidade a 130 km de Nova York.

No meio da manhã de sábado, cerca de 50 carros já estavam estacionados do lado de fora do hospital. Uma placa pedia para a imprensa se manter distante.

"Se isso puder ser cicatrizado, é isso o que eu quero pedir a Deus", disse Andrea Jaeger, que colocou uma vela num memorial para as vítimas em frente à escola.

— Vidas de crianças foram perdidas, e isso é algo que todos sentimos.

A tragédia levou o presidente Barack Obama às lágrimas na TV na sexta-feira e abalou um país que já viu outros ataques como esse, mas não com vítimas tão jovens. Também retomou o debate sobre a política de armas nos EUA.

"As crianças que morreram estavam em duas salas de primeira série (seis anos de idade)", contou a bibliotecária Mary Ann Jacob.

Paul Vance, da polícia, não quis descrever as evidências encontradas. Ele, porém, afirmou que o atirador forçou a entrada na escola.

O número de vítimas em Newtown superou o do ataque da escola Columbine, em 1999, no Colorado, quando dois adolescentes mataram 13 pessoas e depois se suicidaram.

O número de 28 mortos faz deste um dos piores massacres dos EUA.

A maior chacina em uma instituição de ensino norte-americana aconteceu em abril de 2007, na Universidade Virginia Tech, quando 32 pessoas foram mortas e várias ficaram feridas.

Os Estados Unidos já tiveram uma série de tiroteios em locais públicos este ano. Mais recentemente, um atirador abriu fogo em um shopping center do Oregon, matando duas pessoas, e depois se suicidou, na terça-feira.

O pior ataque ocorreu em julho passado, em uma sessão da meia-noite de um filme do Batman, no Colorado, onde 12 pessoas morreram.

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