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Médica denuncia que confrontos em Kiev deixaram 3 mortos

Internacional|Do R7

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Kiev, 18 fev (EFE).- Pelo menos três pessoas morreram nos distúrbios que eclodiram nesta terça-feira no centro de Kiev (Ucrânia), segundo Olga Bogolomets, médica que cuida dos feridos no Maidan, como é conhecida a praça que se tornou reduto opositor no coração da capital. "No centro médico da Casa dos Oficiais já há três mortos. Morreram de ferimentos graves a bala na cabeça e no coração. Temos muitos feridos, dezenas deles graves", afirmou Bogolomets ao jornal digital "Ukrainskaya Pravda". De acordo com Bogolomets, os feridos morreram pois não foram atendidos a tempo. "Impedem o acesso das ambulâncias, tanto a chegada como a saída. As pessoas morrem pois não recebem assistência médica a tempo", disse. O deputado do Batkivschina, principal partido opositor ucraniano, Oleg Medunitsa, confirmou a morte de três manifestantes e que sete se encontram em estado grave. O governante Partido das Regiões (PR) afirmou em comunicado que uma pessoa teria morrido no ataque efetuado pelos manifestantes à sede da formação liderada pelo presidente ucraniano, Viktor Yanukovich. "Quando as pessoas que trabalham no edifício tentavam sair os animais os atacaram. Um dos trabalhadores morreu. Quem responderá por esta morte?", criticou. O Ministério do Interior da Ucrânia denunciou hoje que cinco soldados foram baleados durante os violentos enfrentamentos com os manifestantes opositores no centro de Kiev. "Cinco militares sofreram ferimentos à bala. Os médicos extraíram uma bala do corpo de um dos soldados. De outro estão tentando frear a hemorragia", informou o Ministério do Interior em comunicado. A nota oficial acrescentou que, "no total, neste momento há 37 policiais feridos". "Durante a transmissão ao vivo dos fatos no centro de Kiev, em um dos canais de televisão se pôde imagens do uso de armas de fogo, uma pistola, por parte de um dos manifestantes", destacou. Enquanto isso, fontes médicas no Maidan, como é conhecido o bastião opositor na Praça da Independência, informaram sobre 150 feridos, 130 deles em estado grave. Manifestantes e a tropa de choque protagonizam hoje em Kiev os primeiros choques violentos desde o final de janeiro, que já deixaram sete soldados feridos, segundo a polícia. Os choques começaram na Grushevki, quando a Polícia tentou impedir a passagem de uma grande passeata convocada pela oposição para exigir a volta da Constituição de 2004 e o retorno do sistema presidencial-parlamentar. EFE bk-io/dk

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