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Médico esquece de colocar vírgula em receita, e menino morre de overdose

Menino tomou dez vezes mais que a dosagem recomendada de potássio, o que lhe causou uma grave lesão cerebral

Internacional|Do R7

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  • Uma criança de 2 anos, De'Markus Page, morreu nos EUA após receber uma dose excessiva de fosfato de potássio.
  • A dose foi 10 vezes maior que a recomendada devido a um erro na prescrição médica, causado pela falta de uma vírgula no prontuário.
  • A equipe médica não reconheceu o estado de saúde de De'Markus, levando a complicações fatais durante seu tratamento.
  • Após duas semanas na UTI, ele foi declarado com morte cerebral e faleceu nos braços da mãe.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

De’Markus Page (dir.) deu entrada em um hospital na Flórida (esq.) para tratar uma possível virose Reprodução/Google Maps/J Brown Funeral and Cremation Services

Uma criança de 2 anos de idade morreu no hospital onde foi atendida, nos Estados Unidos, após receber uma dosagem “excessivamente alta” de um composto químico usado no seu tratamento. Segundo as investigações, a dose aplicada foi 10 vezes maior do que a recomendada. Isso ocorreu porque a equipe médica “apagou” uma “vírgula crítica” do prontuário.

De’Markus Page sofreu uma overdose de fosfato de potássio no Shands Teaching Hospital and Clinics, na Flórida, em 3 de março de 2024. Ele deveria receber “1,5 mmol (milimol)” duas vezes ao dia quando foi internado. Mas por causa da ausência de vírgula, recebeu 15 mmol.


Segundo a denúncia, no segundo dia de internação, “um médico de forma inescrupulosa, prescreveu incorretamente a medicação oral de fosfato de potássio de De’Markus, administrando-a em uma dosagem 10 vezes maior do que a prescrita no dia anterior”. Isso teria ocorrido depois que o médico “não reconheceu ou ignorou flagrantemente o fato” de que o nível de potássio de De’Markus havia retornado ao normal naquela manhã.

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A família de De’Markus afirma que a prescrição inicial de fosfato de potássio foi calculada com base em seu tamanho, peso e nos “resultados de exames e necessidades de eletrólitos” registrados em seu primeiro dia de internação. Alega-se que a equipe médica não percebeu ou corrigiu o erro, o que levou ao surgimento de complicações.


De’Markus foi encaminhado ao hospital para tratar uma suspeita de virose.

“Ele permaneceu abaixo do peso, no percentil 30 para sua idade, devido à sua alimentação seletiva. Seus problemas nutricionais tornaram De’Markus muito mais vulnerável a sofrer desidratação e perda de eletrólitos caso contraísse vírus e doenças comuns da primeira infância que afetam a ingestão oral de uma criança”, diz a família, segundo o site americano de notícias Law & Crime.


A falta de “equipamentos de emergência adequados na ala pediátrica geral” e a “ausência de monitoramento dos seus eletrólitos sanguíneos” levaram De’Markus a entrar em um “estado hipercalêmico (condição em que há excesso de potássio no sangue) e sofrer uma parada cardíaca hipercalêmica”, de acordo com a denúncia.

No entanto, a equipe do hospital não percebeu o que estava acontecendo por “pelo menos 20 minutos” e “teve dificuldades para realizar uma intubação oportuna e bem-sucedida” das vias aéreas de De’Markus, afirma a denúncia, observando que supostamente houve “pelo menos duas ou três tentativas malsucedidas” dos médicos para estabelecer uma “via aérea permeável” para ele.


“Foi relatado que De’Markus apresentou retorno espontâneo da circulação e da atividade cardíaca, mas os danos já causados ​​ao seu cérebro e a outros órgãos vitais foram catastróficos”, afirma a queixa.

De’Markus ainda passou duas semanas na UTI pediátrica dependente de ventilação mecânica antes de falecer. “De’Markus foi declarado com morte cerebral e faleceu nos braços de sua mãe”, afirmou o escritório de advocacia Searcy Law em um comunicado à imprensa na última terça-feira (11).

Segundo a família, De’Markus era uma criança ativa que apresentava pequenos atrasos na fala e no desenvolvimento e havia “suspeita de que tivesse algum grau de autismo”.

O hospital não se pronunciou sobre o caso.

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