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Médicos da Nova Zelândia celebram sucesso de cirurgia de coração em bebê após veto de pais antivacina

Os responsáveis queriam criar uma lista de não vacinados para a doação de sangue à criança, que tem uma válvula cardíaca estreitada

Internacional|Do R7, com informações da EFE

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Bebê sofre de falha cardíaca e foi operado
Bebê sofre de falha cardíaca e foi operado

Foi um sucesso a cirurgia do bebê da Nova Zelândia que precisava ter o coração operado mas enfrentava a resistência dos próprios pais, que são antivacina e não queriam que ele recebesse transfusões de sangue de doadores imunizados contra a Covid-19.

O procedimento ocorreu nesta sexta-feira (9) em um hospital de Auckland, em meio a um reforçado esquema de segurança nos arredores.

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A advogada antivacina Sue Gray disse hoje que os pais do menor — que tem uma válvula cardíaca estreitada — disseram que a operação acabou e que o menor, que ele puderam ver após o procedimento cirúrgico, passa bem.

"Todos estão exaustos e [os pais], aliviados, porque a operação correu bem", disse Grey, que representa os responsáveis pela criança, ao jornal New Zealand Herald.

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Embora as autoridades de saúde tenham informado que não darão detalhes da operação por questões éticas e de privacidade, o diretor interino dos serviços de saúde de Auckland, Mike Shepherd, disse que a prioridade é trabalhar junto com a família em prol da recuperação do bebê.

A operação ocorreu em meio a um protesto de mais de 50 ativistas antivacina, que se reuniram do lado de fora do hospital de Auckland para pedir que a cirurgia não fosse realizada.

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Sheperd também confirmou que um dos manifestantes entrou no hospital sem autorização, o que motivou a polícia e os seguranças a redobrar a vigilância nas instalações, segundo a Rádio Nova Zelândia.

Na noite anterior ao procedimento, os pais do bebê se recusaram a entregá-lo aos médicos para que exames prévios à operação fossem feitos. Por isso, foi necessária a intervenção da polícia para levar a criança ao hospital.

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Polêmica da cirurgia

A operação desse bebê de poucos meses atraiu a atenção mundial como resultado da batalha legal entre seus pais e o sistema de saúde da Nova Zelândia, que, na semana passada, solicitou a guarda do menor para que fosse operado.

Embora os pais não se opusessem à cirurgia e reconhecessem sua urgência, tinham proposto sua própria lista de doadores de sangue, com pessoas que não foram vacinadas contra a Covid-19.

Mas as doações de sangue na Nova Zelândia são gerenciadas pelo NZ Blood, órgão oficial que, durante a coleta, não pede às pessoas que indiquem se estão vacinadas contra a Covid-19 e garante que não há evidências de que o sangue das pessoas vacinadas aumente os riscos.

Na quarta-feira (7), um juiz do Tribunal Superior de Auckland determinou que a Justiça assumiria a custódia parcial do menor até 31 de janeiro de 2023, para prosseguir com a operação e até que os tratamentos pós-operatórios sejam concluídos.

O juiz do caso, Ian Gault, que ouviu as partes na terça-feira (6), decidiu que o bebê deveria ser operado sem demora e deu aos médicos o poder de decidir sobre as transfusões de sangue.

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