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México anuncia primeira reforma da previdência desde 1997

A iniciativa subirá de 34% para 82% a cobertura de trabalhadores com pensão garantida e também o número de mexicanos ativos com direito a uma pensão

Internacional|Da EFE

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Lopez Obrador pediu que o Congresso aprove a reforma para evitar uma crise
Lopez Obrador pediu que o Congresso aprove a reforma para evitar uma crise

O governo do México anunciou nesta quarta-feira (22) um reforma no sistema de previdência social com a meta de aumentar em 40% a renda dos aposentados através do compromisso dos empregadores de aumentar as contribuições acima do dobro.

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A iniciativa também subirá de 34% para 82% a cobertura de trabalhadores com pensão garantida e aumentará de 56% para 97% o número de mexicanos ativos com direito a uma pensão, explicou o secretário da Fazenda e Crédito Público, Arturo Herrera.

As novas regras reduzirão a exigência de 1.250 semanas (25 anos) de contribuição para apenas 750 semanas (15 anos) para o direito a uma pensão garantida. Também aumentará o aporte total para a pensão de 6,5% para 15% sem aumentar a contribuição dos trabalhadores.

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Isto acontecerá porque a contribuição do empregador sobe de 5,15% para 13,87%, enquanto a contribuição do Estado é alterada para beneficiar apenas quem recebe até quatro salários mínimos.

"Em um período de oito anos, os empregadores aumentarão em 2,7 vezes o que contribuem para a aposentadoria dos trabalhadores. A contribuição feita pelo Estado mexicano nesta área não mudará", detalhou Herrera.

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Criação das AFPs

Esta será a primeira reforma do sistema de previdência desde 1997, quando foram criados os Administradores de Fundos para a Aposentadoria, um sistema privado no qual trabalhadores, empregadores e o governo contribuem para a aposentadoria.

No entanto, apenas um em cada quatro idosos no México recebe uma pensão para a qual contribuíram. Estima-se que 80 mil mexicanos atingirão a idade de aposentadoria em 2022, mas que sete em cada dez não acumularão as 1.250 semanas de contribuição necessárias.

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Quando um trabalhador se aposenta no México, recebe em média apenas 30% do salário, comentou nesta quarta-feira o senador Carlos Aceves, secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores do México. O representante dos trabalhadores opinou que a reforma fica aquém das expectativas, mas que é realista.

"Não é suficiente, mas é o que pode ser feito neste momento, porque, além de tudo, também temos a pandemia, não é um momento muito apropriado, com tantos gastos", argumentou o legislador. A iniciativa será enviada ao Congresso para votação.

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Os representantes de esquerda do Movimento de Regeneração Nacional no Senado, Ricardo Monreal, e na Câmara dos Deputados, Mario Delgado, concordaram que a reforma é o primeiro passo para "corrigir o legado do período neoliberal".

O presidente Andrés Manuel López Obrador pediu para que o Congresso aprove a reforma para evitar uma crise financeira.

"Se esta reforma não for corrigida, quando os trabalhadores se aposentarem receberão menos da metade do salário, e isto continuará piorando com o tempo. Nós não sofreríamos muito com esta reforma ruim, mas no futuro haveria uma crise", analisou.

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