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Migração de médicos venezuelanos reforça saúde argentina, diz estudo

Em certas regiões, país sofre escassez de profissionais de saúde, enquanto muitos dos 145 mil venezuelanos que lá vivem hoje têm formação na área

Internacional|Da EFE

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Argentina sofre com escassez de médicos
Argentina sofre com escassez de médicos

A migração de venezuelanos que trabalham na área médica para a Argentina está contribuindo para reforçar o sistema de saúde do país governado por Mauricio Macri, que em certas regiões sofre uma escassez desse tipo de profissionais, segundo um estudo da OIM (Organização Internacional para as Migrações).

"Muitos dos 145 mil venezuelanos que vivem atualmente na Argentina têm formação em enfermagem e medicina, e há 16 províncias onde já estão certificados para trabalhar", disse o porta-voz da organização em Genebra, Joel Millman, ao comentar os resultados da pesquisa.


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Só na província de Buenos Aires há 200 profissionais da área, enquanto em outras menores, como Jujuy, na fronteira com a Bolívia, há 50. Chubut já recebeu 40, e Córdoba, 15.

O estudo ressalta que a Argentina precisaria triplicar o número de enfermeiros que tem atualmente para cobrir as necessidades do seu sistema de saúde e põe em evidência as altas qualificações dos profissionais venezuelanos especializados no setor que estão no país.


Foi constatado que os imigrantes provenientes da Venezuela que chegaram à Argentina têm um alto perfil profissional. A metade deles tem ensino superior, e 9% completou ao menos uma pós-graduação.

Outro dos pontos destacados no relatório é a distribuição desigual de médicos e enfermeiros em território argentino, com um número muito mais elevado de profissionais nos grandes centros urbanos, enquanto nas cidades menores há uma carência.

Nesse contexto, o reconhecimento dos títulos universitários dos profissionais médicos venezuelanos seria benéfico, segundo a OIM, que colaborou na coleta de dados com a DNM (Diretoria Nacional de Migrações) da Argentina e com governos locais de diversas províncias.

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