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Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal pede demissão e aumenta crise política do país

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, também apresentou segunda-feira (1º) o seu pedido de demissão do governo

Internacional|Do R7, com Agência Brasil

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O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, apresentou nesta terça-feira (2) o seu pedido de demissão ao primeiro-ministro Pedro Passos Coelho.

A decisão "é irrevogável", e obedece à sua "consciência", segundo comunicado.

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Paulo Portas contesta a escolha de Maria Luís Albuquerque para a pasta das Finanças, depois da saída de Vitor Gaspar, com quem tinha "conhecidas diferenças políticas".

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"A escolha feita pelo primeiro-ministro teria, por isso, de ser especialmente cuidadosa e consensual.(...) Expressei, a tempo, este ponto de vista ao primeiro-ministro que, ainda assim, confirmou a sua escolha [de Maria Luís Albuquerque]. Em consequência, e tendo em atenção a importância decisiva do Ministério das Finanças, ficar no governo seria um ato de dissimulação. Não é politicamente sustentável, nem é pessoalmente exigível".

"O primeiro-ministro entendeu seguir o caminho da mera continuidade no Ministério das Finanças. Respeito mas discordo", adiantou.

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O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, apresentou segunda-feira (1º) o pedido de demissão e vai ser substituído pela sua secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque.

Em uma carta enviada ao primeiro-ministro, Vítor Gaspar admitiu ter pedido duas vezes a demissão do governo, em 2012 e já em 2013, e justifica a sua saída com a falta de "mandato claro" para concluir a tempo a sétima avaliação da Troika (Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e a Comissão Europeia).

Portas adianta que, em dois anos de governo, "protegeu até ao limite das suas forças o valor da estabilidade", mas "a forma como, reiteradamente, as decisões são tomadas no governo torna, efetivamente, dispensável" a sua contribuição.

O comunicado termina com um agradecimento aos colaboradores no Ministério dos Negócios Estrangeiros e colegas de governo, "sem distinção partidária".

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