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Morte de Khashoggi foi planejada por funcionários sauditas, diz ONU

A ONU afirmou que o assassinato de Khashoggi representou uma violação do direito internacional e das normas que regulam as relações entre países

Internacional|Do R7

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Relatora elogiou investigação turca
Relatora elogiou investigação turca

O jornalista saudita Jamal Khashoggi foi vítima de "um assassinato brutal e premeditado" que foi "planejado e cometido por funcionários da Arábia Saudita", disse nesta quinta-feira (7) a relatora da ONU sobre a tortura, Agnes Callamard.

A investigadora chegou a esta conclusão após compilar informação de diversas fontes durante uma visita oficial que fez à Turquia entre 28 de janeiro e 3 de fevereiro.

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Em suas conclusões preliminares, a especialista em direitos humanos agradeceu aos esforços realizados pela Turquia para levar adiante uma investigação "rápida, efetiva, completa, independente e imparcial" sobre esse assassinato, que teve um grande impacto no mundo todo.

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Callarmad viajou à Turquia com uma equipe que incluía um investigador de crimes graves e um legista, e, durante suas indagações, constatou que a Arábia Saudita estava obstaculizando e prejudicando os esforços das autoridades turcas para dilucidar as circunstâncias da morte do jornalista, ocorrida no último dia 2 de outubro no consulado saudita em Istambul.

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"Foi proporcionado aos investigadores turcos um acesso e um tempo muito inadequado para poder realizar um exame profissional e efetivo da cena do crime que estivesse em conformidade com os padrões internacionais", explicou a relatora no seu relatório.

Além disso, denunciou que o assassinato de Khashoggi representou uma violação do direito internacional e das normas que regulam as relações entre países quanto ao uso legal que se deve fazer das missões diplomáticas.

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"As garantias de imunidade em nenhum caso foram concebidas para facilitar um crime e exonerar os autores da sua responsabilidade penal", enfatizou Callarmad em uma declaração divulgada pelo Escritório de Direitos Humanos da ONU em Genebra.

Callamard foi além e afirmou que "as circunstâncias do assassinato e a resposta posterior dos representantes do Estado (saudita)" podem ser descritas como "imunidade para a impunidade".

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Entre as evidências às quais a especialista da ONU teve acesso há "trechos de áudios espantosos e apavorantes obtidos e conservados pela agência turca de inteligência".

No entanto, a relatora reconheceu que sua equipe não teve a oportunidade de examinar de maneira profunda esse material nem de verificar sua autenticidade. Além disso, não pôde se reunir com os investigadores que estiveram trabalhando neste caso.

Callamard e sua equipe continuarão com suas indagações nas próximas semanas, razão pela qual pediu a colaboração de qualquer pessoa que tivesse alguma informação a respeito.

Um relatório final com os resultados da investigação será apresentado em junho ao Conselho de Direitos Humanos da ONU.

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