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Motorista de aplicativo salva passageiro com hemorragia cerebral durante corrida

Condutor com experiência em ambulâncias prestou primeiros socorros e impediu tragédia em plena via nos EUA

Internacional|Do R7

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Taras Zvir trabalha como motorista de aplicativo, mas já foi socorrista no passado Reprodução/Linkedin/Taras Zvir

Um motorista de aplicativo da Filadélfia, nos Estados Unidos, salvou a vida de um passageiro após ele sofrer uma hemorragia cerebral durante a corrida.

Taras Zvir, de 38 anos, que havia iniciado recentemente no Uber como forma de complementar a renda, prestou atendimento emergencial a Justin Anderson, de 41, após notar sinais preocupantes no passageiro durante uma corrida.


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A viagem parecia tranquila até os minutos finais, quando Zvir percebeu que Anderson apresentava confusão mental, dificuldade para respirar e, finalmente, perda de consciência. Ao notar que o passageiro estava cada vez mais debilitado, o motorista parou o carro, ligou para a emergência e, orientado pela central, iniciou manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP).


Com experiência anterior como socorrista, Zvir conseguiu manter Anderson vivo por cerca de oito minutos até a chegada dos paramédicos, que imediatamente assumiram o atendimento e administraram medicações.


Posteriormente, exames hospitalares revelaram que Justin havia sofrido uma hemorragia cerebral espontânea causada por uma fístula arteriovenosa — uma ligação anormal entre artéria e veia, provavelmente congênita. Ele foi submetido a uma craniotomia de urgência para aliviar a pressão intracraniana, além de outros procedimentos invasivos.


A mãe de Justin, Deborah Anderson, afirmou que o filho estava no segundo dia de um novo emprego e que, se estivesse sozinho, provavelmente não teria sobrevivido. Emocionada, ela agradeceu ao motorista por sua ação rápida, destacando que o acaso de estar em um Uber naquele dia salvou a vida de seu filho.

Desde o incidente, Zvir mantém contato com a família de Anderson e espera encontrá-lo assim que ele se recuperar. Para ele, o ato não foi heroísmo, mas apenas um reflexo de sua formação e valores. “Alguém precisava de ajuda e eu apenas ajudei. É isso”, declarou ao site da revista People.

Segundo familiares, Justin apresenta pequenas melhoras motoras e está sendo retirado gradualmente da ventilação mecânica. Uma campanha no GoFundMe foi criada para auxiliar nos custos médicos e arrecadou mais de US$ 16 mil (cerca de R$ 90 mil) até o momento.

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