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Mudança institucional é possível na Europa, diz professor sobre onda de protestos

Segundo Ricardo Boff, extrema esquerda e extrema direita ganham força com manifestações pelo continente

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Protestos na Europa, liderados pela juventude, exigem melhores condições de educação, custo de vida e moradia.
  • A guerra na Ucrânia elevou os custos de energia e vida, agravando a situação econômica dos países europeus.
  • Desaceleração econômica leva a cortes em políticas públicas, com a França sendo o epicentro dos protestos.
  • Movimentos indicam fortalecimento de extremismos e possível pressão para mudanças políticas significativas na Europa.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

França, Espanha, Portugal, Itália, Grécia e outros países da Europa enfrentam uma onda de protestos liderados pela juventude. A população demanda dos governos condições melhores na educação, custo de vida e preço de moradia. No Link News desta quarta-feira (21), o professor de relações internacionais Ricardo Boff indicou que os problemas apontados pelo povo são consequências econômicas da guerra na Ucrânia.

“A invasão da Rússia à Ucrânia causou um aumento do custo de energia em toda a Europa. [...] Com o fim desse fornecimento devido à guerra, o custo de produção e de vida aumentou. [...] Por consequência, todos os preços nos supermercados aumentam também”, afirmou. Elementos como a perda da produção industrial para mercados chineses e a dívida pública dos países agravam ainda mais a situação.

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Além disso, a desaceleração da economia motiva os governos a implementarem cortes de gastos em políticas públicas. “Tudo isso vai causando um caldeirão. A França, de certo modo, é o epicentro. [...] Já é uma tradição francesa: o pessoal sai às ruas e os estudantes assumem conta disso [os protestos]”, avalia o professor, que não descarta a possibilidade de os protestos causarem grandes mudanças na política europeia.

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“Essas instituições republicanas atuais talvez não estejam dando as respostas que as pessoas esperavam. A Europa teve um auge no século 20 [...], mas isso já passou [...] e, quando as instituições não oferecem mais, a história mostra que o povo as coloca abaixo, se for o caso. [...] A democracia, como valor abstrato, não enche a barriga de ninguém, embora ela seja desejável, ela não é absoluta”, ponderou o professor.

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Ele deixou claro, contudo, que os protestos não significam que o fim de tais instituições ocorra em breve. Boff acredita, entretanto, que os movimentos indicam um aceno ao extremismo de esquerda e de direita com promessas para consertarem a crise. Ao mesmo tempo, a pressão imposta pelas manifestações deixaria as exigências de Putin para terminar a guerra mais palatáveis entre os governantes europeus.

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