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Educação, custo de vida e habitação: entenda a onda de protestos na Europa

Manifestações ganharam força na França e se espalharam para Espanha, Portugal, Itália, Bélgica e Albânia 

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Protestos na Europa se intensificam, com destaque para França, Espanha, Portugal, Itália, Bélgica e Albânia, focando em educação, custo de vida e habitação.
  • Na França, manifestações estudantis começaram em setembro, evoluindo para protestos contra o custo de vida, resultando em toques de recolher devido a saques e violência.
  • Na Espanha, protestos por aluguéis mais baixos e contra despejos ganharam força após a morte de uma idosa despejada; em Portugal, o aumento dos preços das moradias é o foco.
  • Itália e Bélgica enfrentam manifestações relacionadas ao custo de vida, enquanto na Albânia, os protestos são contra corrupção, desemprego e educação precária.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Na França, movimento estudantil se uniu à insatisfação com o custo de vida Abdul Saboor/Reuters – 17.10.2026

Uma onda de protestos tomou conta da Europa, com a população, especialmente os jovens, indo às ruas denunciar problemas na educação e o aumento do custo de vida. Países como França, Espanha, Portugal, Itália, Bélgica e Albânia registraram mobilizações por diferentes motivos neste fim de semana, segundo o jornal The Guardian.

Nesta segunda-feira (19), o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, impôs toques de recolher em diversas regiões metropolitanas do país para tentar conter saques, incêndios e outros episódios violentos que marcaram o fim de semana.

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As manifestações na França começaram no fim de setembro, diante das reclamações de estudantes sobre o processo de admissão a universidades, salas de aula deterioradas, jornadas extensas e falta de professores. Após semanas de protestos, o movimento estudantil passou a reunir também pessoas insatisfeitas com o aumento do custo de vida no país.

Neste fim de semana, enquanto centenas de milhares de pessoas protestavam pacificamente em marchas, grupos minoritários violentos saquearam lojas de luxo e supermercados, atacaram policiais e incendiaram objetos e estruturas em diversas cidades.

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Já na Espanha, os manifestantes pedem aluguéis mais baixos e fim dos despejos. Os protestos ganharam força após a repercussão da história de Maricarmen Abascal, idosa de 87 anos despejada depois que seu aluguel aumentou em 230%. Ele morreu duas semanas depois de ter sido retirada de casa.

A insatisfação com a habitação também levou centenas de pessoas às ruas de Portugal neste sábado (17). Segundo o The Guardian, os preços das moradias no país aumentaram 124% entre 2015 e 2024, aproximadamente o dobro da média da União Europeia.

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Também no sábado, a Itália e a Bélgica registraram protestos relacionados ao custo de vida. Em Milão, uma marcha que começou pacificamente terminou em confronto, com manifestantes mascarados lançando pedras e blocos de concreto contra a polícia.

Na Albânia, os protestos contra o primeiro-ministro Edi Rama chegaram ao sexto dia consecutivo no domingo (18). De acordo com o jornal, os manifestantes reclamam de corrupção, falta de empregos e educação precária.

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