Educação, custo de vida e habitação: entenda a onda de protestos na Europa
Manifestações ganharam força na França e se espalharam para Espanha, Portugal, Itália, Bélgica e Albânia
Internacional|Do R7
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Uma onda de protestos tomou conta da Europa, com a população, especialmente os jovens, indo às ruas denunciar problemas na educação e o aumento do custo de vida. Países como França, Espanha, Portugal, Itália, Bélgica e Albânia registraram mobilizações por diferentes motivos neste fim de semana, segundo o jornal The Guardian.
Nesta segunda-feira (19), o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, impôs toques de recolher em diversas regiões metropolitanas do país para tentar conter saques, incêndios e outros episódios violentos que marcaram o fim de semana.
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As manifestações na França começaram no fim de setembro, diante das reclamações de estudantes sobre o processo de admissão a universidades, salas de aula deterioradas, jornadas extensas e falta de professores. Após semanas de protestos, o movimento estudantil passou a reunir também pessoas insatisfeitas com o aumento do custo de vida no país.
Neste fim de semana, enquanto centenas de milhares de pessoas protestavam pacificamente em marchas, grupos minoritários violentos saquearam lojas de luxo e supermercados, atacaram policiais e incendiaram objetos e estruturas em diversas cidades.
Já na Espanha, os manifestantes pedem aluguéis mais baixos e fim dos despejos. Os protestos ganharam força após a repercussão da história de Maricarmen Abascal, idosa de 87 anos despejada depois que seu aluguel aumentou em 230%. Ele morreu duas semanas depois de ter sido retirada de casa.
A insatisfação com a habitação também levou centenas de pessoas às ruas de Portugal neste sábado (17). Segundo o The Guardian, os preços das moradias no país aumentaram 124% entre 2015 e 2024, aproximadamente o dobro da média da União Europeia.
Também no sábado, a Itália e a Bélgica registraram protestos relacionados ao custo de vida. Em Milão, uma marcha que começou pacificamente terminou em confronto, com manifestantes mascarados lançando pedras e blocos de concreto contra a polícia.
Na Albânia, os protestos contra o primeiro-ministro Edi Rama chegaram ao sexto dia consecutivo no domingo (18). De acordo com o jornal, os manifestantes reclamam de corrupção, falta de empregos e educação precária.






