Mujica começa visita a Cuba que coincide com comemoração da revolução
Internacional|Do R7
Havana, 24 jul (EFE).- O presidente do Uruguai, José Mujica, começou nesta quarta-feira uma visita a Cuba, cheia de simbolismo, para se reunir oficialmente com Raúl Castro e acompanhá-lo na importante celebração dos 60 anos do ataque ao Quartel Moncada, considerado o início da revolução. Mujica chegou hoje a Havana em um voo comercial para realizar a sua primeira viagem oficial a Cuba desde que assumiu a Presidência em 2010. Sua agenda inicia hoje mesmo com um encontro oficial no Palácio da Revolução com Raúl Castro, com quem já se encontrou neste ano, em outros eventos e reuniões regionais. Apesar de não ter sido divulgado oficialmente, fontes uruguaias têm "quase certeza" que antes de seu retorno no sábado, Mujica também deve se reunir com o líder da revolução, Fidel Castro, de 86 anos, que deixou o poder em 2006 por motivos de saúde. Mujica, de 78 anos, foi um dos líderes históricos dos anos 1960, 1970 e 1980 do grupo guerrilheiro Movimento de Libertação Nacional Tupamaros (MLN-T), mais conhecido como Tupamaros, que foi fortemente influenciado pela revolução cubana. Acompanhado de sua esposa, a senadora Lucía Topolansky, o governante disse hoje à imprensa que são "muitos os amigos que Cuba tem no sul" e ressaltou o momento de unidade que vive a América Latina. Considerou que se trata de algo "verdadeiramente milagroso", que deve ser visto como "um processo de amadurecimento histórico". A televisão cubana destacou hoje que Mujica é "o primeiro chefe de Estado latino-americano" que chega a Cuba para as comemorações do "Dia da Rebeldia Nacional", que lembra o ataque fracassado liderado por Fidel Castro aos quartéis Moncada e Carlos Manuel de Céspedes no dia 26 de julho de 1953. Esse acontecimento foi a primeira ação armada contra o ditador Fulgencio Batista e é considerado na ilha como o início da revolução que o derrubou no dia 1º de janeiro de 1959. Os 60 anos da ação serão lembrados na sexta-feira com um ato oficial liderado por Raúl Castro em Santiago de Cuba (a 860 quilômetros de Havana). É possível que além do governante uruguaio, também assistam ao ato os presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro; do Equador, Rafael Correa; da Bolívia, Evo Morales; da Nicarágua, Daniel Ortega, e outros quatro chefes de Estado caribenhos. Inicialmente a volta de Mujica estava prevista para o domingo dia 28 de julho, mas a Chancelaria cubana divulgou uma nota hoje que informou que sua visita terminará um dia antes. EFE arj/jt/rpr (foto)








