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Multidão sai às ruas por "legítimo" líder egípcio Mursi

Internacional|Do R7

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Por Tom Perry e Alastair Macdonald

CAIRO, 21 Jun (Reuters) - Dezenas de milhares de partidários islamistas do presidente egípcio, Mohamed Mursi, se reuniram no Cairo depois das orações de sexta-feira, em uma demonstração de apoio ao chefe de Estado eleito, antes dos protestos que seus opositores esperam possam forçá-lo a deixar o cargo.

Multidões seguiram em direção a uma mesquita no subúrbio da cidade de Nasr, muitas pessoas agitando a bandeira nacional, outras carregando fotos do presidente, a fim de demonstrar a força em número dos islamistas antes dos comícios da oposição, marcados para 30 de junho, o primeiro aniversário da posse de Mursi.

"Sim a respeitar a vontade do povo!", dizia uma das faixas.

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"Há pessoas buscando um golpe contra a ordem legal", disse o manifestante Gaber Nader, de 22 anos, a cabeça protegida do sol causticante por uma faixa verde da Irmandade Muçulmana de Mursi, o movimento cuja força organizacional lhe rendeu sucessivas vitórias eleitorais desde a queda de Hosni Mubarak em 2011.

"O dr. Mursi ganhou em eleições justas e livres como em qualquer Estado no mundo", disse Nader, rejeitando preocupações entre a oposição menos organizada de que a Irmandade esteja atrás de um monopólio do poder e queira instalar o regime islâmico e a ordem social.

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"Partidos seculares estão comendo a democracia que Deus lhes deu".

Os oponentes de Mursi dizem ter reunido cerca de 15 milhões de assinaturas - mais do que os 13 milhões de votos que elegeram Mursi há um ano - em uma petição pedindo que ele renuncie; eles dizem que novas eleições poderiam acabar com a polarização paralisante da sociedade, embora nenhum líder óbvio tenha surgido para arquitetar um consenso.

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Os oponentes de Mursi atraíram apoio de muitos egípcios que são menos engajados politicamente, mas estão exasperados com a estagnação econômica sob os islamistas.

Simpatizantes da Irmandade sentem que o sucesso eleitoral está sob o cerco de instituições não eleitas e interesses escusos enraizados na era Mubarak, quando seu partido foi banido. Refletindo isso, algumas pessoas na multidão de sexta-feira - a maioria homens, com poucas mulheres cobertas com véus - gritavam "expurgo no judiciário!" e "um expurgo na mídia!"

Não houve problemas evidentes no Cairo, onde as pessoas lotaram as ruas por centenas de metros ao redor do ponto de reunião na mesquita; houve confrontos na Alexandria, quando simpatizantes e opositores de Mursi se enfrentaram brevemente na segunda maior cidade do Egito.

O comício de sexta-feira foi realizado perto do local onde islamistas mataram a tiros o antecessor de Mubarak, Anwar Sadat, em 1981. Àquela altura, a Irmandade tinha renunciado à violência, mas sofreu uma repressão depois da morte de Sadat, assim como linhas-dura do al-Gamaa al-Islamiya, que estavam envolvidos no assassinato.

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