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Musk culpa EUA por lentidão em satélites na Ucrânia e avisa: ‘É hora de Zelensky sair’

Bilionário pediu que presidente renuncie ao cargo e culpou o governo dos Estados por falhas no sistema Starshield

Agência Estado

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Elon Musk pediu a renúncia de Volodimir Zelenski, presidente da Ucrânia, e culpou os EUA por restrições nos serviços de satélite essenciais para a defesa do país.
  • Zelenski solicitou aos EUA que não apoiem a Rússia na guerra e destacou a importância do apoio americano na proteção e segurança da Ucrânia.
  • Os serviços de satélite Starlink e Starshield, controlados pelo governo dos EUA, enfrentam restrições, afetando a defesa aérea e operações de drones ucranianas.
  • A oposição democrata nos EUA criticou as restrições de acesso aos satélites, enquanto a Ucrânia enfrenta desafios na interceptação de drones russos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Elon Musk veste terno preto diante de parede branca
Musk ecoou as declarações de Trump, que também se mostrou favorável a uma mudança em Kiev Kylie Cooper/Reuters - 29.09.2026

O bilionário Elon Musk pediu que Volodymyr Zelensky renuncie ao cargo de presidente ucraniano e culpou o governo dos Estados Unidos por qualquer lentidão em seu serviço de satélites na Ucrânia, essencial para enfrentar os projéteis russos.

Zelensky pediu, nesta quinta-feira (15), aos Estados Unidos que não fiquem ao lado do “agressor” na guerra contra a Rússia, que invadiu seu país há mais de quatro anos.

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“Precisamos de HONESTIDADE dos nossos parceiros em relação a esta guerra: é importante que todos nos Estados Unidos fiquem não ao lado do agressor, mas ao lado dos nossos esforços para proteger vidas, acabar com esta guerra e garantir a segurança”, escreveu Zelensky nas redes sociais, utilizando letras maiúsculas ao estilo do presidente americano Donald Trump.

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Em um momento de aumento da tensão, Musk ecoou as declarações de Trump, que também se mostrou favorável, no fim de semana, a uma mudança de liderança em Kiev.

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“Hora de Zelensky ir embora”, escreveu na rede social X o magnata do setor de tecnologia.

Sem a renúncia de Zelensky, “o massacre continua”, acrescentou o CEO da SpaceX, empresa criadora dos serviços de satélite Starshield (destinados ao Exército e utilizados pela Ucrânia em suas operações na frente de batalha) e Starlink, limitado a usos civis.

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Restrições ao Starshield

A Ucrânia denuncia restrições no uso do Starshield, o que dificulta boa parte de sua defesa antiaérea e da ação de seus drones.

Além disso, questiona o apoio americano ao país, devastado por mais de quatro anos de guerra.

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“Os sistemas Starshield são propriedade do governo dos Estados Unidos e estão sob seu controle. Qualquer limitação de largura de banda ou de uso é decidida pelo Exército americano e, em última instância, pelo presidente dos Estados Unidos”, escreveu Musk no X para seus mais de 240 milhões de seguidores.

Zelensky pediu na quarta-feira (14) o restabelecimento do serviço de satélites porque “haverá mortos, é claro, se os ataques prosseguirem e o Starlink não funcionar”.

“Espero sinceramente que se trate de um erro”, acrescentou.

‘Inadmissível’

Trump enfrenta uma crise energética a poucas semanas das eleições legislativas de meio de mandato, em 3 de novembro, e exerce forte pressão sobre a Ucrânia para que interrompa os ataques contra instalações de petróleo russas.

Além disso, anunciou recentemente um acordo com Moscou para receber óleo diesel e obter uma redução dos preços.

Um funcionário de alto escalão do governo ucraniano afirmou, sob a condição de anonimato, à AFP na quarta-feira que os Estados Unidos ameaçaram deixar de compartilhar informações com a Ucrânia, caso o país não interrompa os ataques contra as refinarias russas.

A oposição democrata no Congresso dos Estados Unidos denunciou as restrições de acesso às redes via satélite impostas à Ucrânia.

“É inadmissível restringir o acesso da Ucrânia a Starlink e Starshield em um momento em que mísseis balísticos e drones atacam o país”, reagiram no X os democratas da Comissão das Relações Exteriores da Câmara dos Representantes.

“Trump toma uma decisão, e isso ajuda diretamente Putin a massacrar civis ucranianos”, acrescentaram.

Ataque contra refinaria russa

Jeanne Shaheen, presidente da Comissão das Relações Exteriores do Senado, acrescentou que “o Pentágono também é obrigado a informar o Congresso caso suspenda ou reduza o compartilhamento de informações com a Ucrânia”.

A Rússia acusou a Ucrânia de um ataque na madrugada desta quinta-feira contra uma refinaria de petróleo em Riazan, que fica 180 quilômetros ao sul de Moscou, um bombardeio que provocou um incêndio.

O ataque aconteceu depois que Zelensky declarou ao jornal britânico Financial Times que Kiev retomaria os ataques às refinarias russas.

Trump pegou todos de surpresa na semana passada ao anunciar um “cessar-fogo energético” na guerra. A Ucrânia apoiou a medida, mas Moscou permaneceu em silêncio e atacou centrais de energia ucranianas nesta semana, o que deixou centenas de milhares de pessoas sem acesso à energia elétrica, segundo Kiev.

Starlink é essencial para a Ucrânia

Autoridades ucranianas estão preocupadas com a possibilidade de que o apoio dos EUA, especialmente no que se refere ao compartilhamento de inteligência militar e ao uso do sistema de comunicações via satélite Starlink, de Elon Musk, possa estar em risco.

A empresa SpaceX impôs durante a madrugada um limite de velocidade aos terminais Starlink da Ucrânia instalados em drones, afirmou Serhii Beskrestnov, assessor de Zelensky, nas redes sociais.

A restrição interrompeu as operações, tornando os drones de ataque, que voavam mais lentamente, alvos mais fáceis para as defesas russas.

No final desta quarta, os operadores de drones relatavam melhorias nas conexões de dados, com os equipamentos aéreos atingindo velocidades de até 161 km/h, disse Zelensky.

Mas uma autoridade ucraniana afirmou que essa velocidade ainda era lenta demais para interceptar drones russos movidos a jato e que o país precisava que todas as restrições fossem suspensas.

A autoridade falou sob condição de anonimato para discutir detalhes militares confidenciais.

Musk afirmou no X que a versão militar da Starlink é controlada pelas Forças Armadas dos EUA e por Trump.

O Pentágono e a Força Espacial dos EUA não responderam imediatamente às perguntas sobre quaisquer restrições que as Forças Armadas americanas possam ter imposto aos serviços de comunicação via satélite na Ucrânia.

A Starlink é uma ferramenta vital para as Forças Armadas ucranianas, tanto em operações ofensivas quanto defensivas.

A rede é usada para missões de drones de longo alcance, sistemas de defesa aérea interceptadores e logística na linha de frente, disse Beskrestnov.

“Obviamente, essa ação não pode ser uma coincidência e está relacionada à atual situação política”, disse Beskrestnov, sem dar mais detalhes.

A Casa Branca não fez nenhum comentário imediato.

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