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Zelensky critica Trump e diz que Ucrânia retomou ataques a refinarias russas

Presidente ucraniano vinha manifestando crescente frustração com os contínuos ataques da Rússia à infraestrutura energética do país

Reuters

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Ucrânia retomou ataques a refinarias russas, atingindo uma instalação em Ryazan.
  • O presidente Zelensky criticou a retirada dos serviços de inteligência dos EUA e o favoritismo de Trump em relação à Rússia.
  • Zelensky expressou frustração com ataques russos à infraestrutura ucraniana, deixando 600 mil sem eletricidade.
  • Houve reclamações sobre a redução da velocidade do serviço Starlink e falta de alertas dos EUA sobre mísseis russos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Zelensky criticou a ânsia de Washington em fechar acordos comerciais com Moscou Reuters - 20.09.2026

A Ucrânia retomou seus ataques a refinarias russas com um ataque a uma instalação na região de Ryazan, informou o governador regional nesta quinta-feira (15), depois que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, expressou sua indignação com uma “perigosa” retirada dos serviços de inteligência dos EUA.

Desde o anúncio surpresa do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre um cessar-fogo energético entre a Rússia e a Ucrânia no domingo (11), Kiev havia se abstido de ataques às refinarias russas, aos quais o líder norte-americano atribuíra a responsabilidade pelo aumento dos preços do diesel nos mercados globais.

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Mas Zelensky vinha manifestando crescente frustração com os contínuos ataques da Rússia à infraestrutura energética ucraniana, que, segundo ele, deixaram 600 mil pessoas sem energia elétrica na quarta-feira (14).

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Ele alertou que a Ucrânia não suspenderia seus próprios ataques indefinidamente se a Rússia não fizesse o mesmo e também criticou o que considerou ser o favoritismo de Trump em relação à Rússia.

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Em entrevista ao Financial Times publicada nesta quinta-feira, ele afirmou que a paciência da Ucrânia havia se esgotado.

“A restrição (ao ataque a refinarias) acabou. Chega”, disse ele ao jornal.

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Pavel Malkov, governador de Ryazan, afirmou em uma postagem no Telegram que um grande ataque ucraniano com drones na região havia provocado um incêndio em uma refinaria de petróleo.

“Os danos materiais estão sendo avaliados neste momento. As equipes de emergência estão trabalhando no local”, disse ele.

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Zelensky critica Trump

Em sua entrevista, Zelensky criticou a ânsia de Washington em fechar acordos comerciais com Moscou e a aparente admiração de Trump pelo russo Vladimir Putin.

No sábado (10), Trump pediu que a Ucrânia substituísse Zelensky e criticou veementemente os ataques ucranianos à infraestrutura petrolífera russa, um dia após anunciar um acordo de fornecimento de diesel com a Rússia, com o objetivo de reduzir os preços dos combustíveis, que dispararam desde o início da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, em fevereiro.

Apesar da suspensão dos ataques a refinarias por parte da Ucrânia, autoridades ucranianas reclamaram que não haviam recebido nenhum alerta antecipado dos EUA nos últimos dias sobre mísseis balísticos russos a caminho.

Eles também afirmaram que a versão militar do serviço de comunicações via satélite Starlink, de Elon Musk, teve sua velocidade reduzida em todo o país, prejudicando as operações na linha de frente e os ataques de médio alcance contra alvos militares russos.

Musk afirmou na quarta-feira, em uma postagem no X, que o Starshield — a versão militar do Starlink — era de propriedade e controle do governo dos EUA, que decidia sobre quaisquer limites de velocidade.

Zelensky afirmou que oficiais militares ucranianos foram avisados por seus homólogos norte-americanos de que Washington bloquearia o acesso a informações de inteligência, a menos que suspendessem os ataques à infraestrutura energética russa.

Na entrevista ao FT, Zelensky disse que a suspensão foi apresentada a Kiev como uma falha técnica, mas descartou a ideia de que as falhas no sistema de satélites Starlink pudessem ter sido causadas por um problema técnico.

“Não foi um problema técnico, foi uma decisão deliberada”, disse ele ao FT.

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