Nasce filha concebida por inseminação de cubano preso há 16 anos nos EUA
Internacional|Do R7
Havana, 6 jan (EFE).- A filha do agente cubano Gerardo Hernández, libertado em dezembro após 16 anos preso nos Estados Unidos, e Adriana Pérez, nasceu nesta terça-feira em Havana fruto de uma inseminação artificial emoldurada pelo acordo anunciado por Cuba e EUA para normalizar suas relações diplomáticas. "Às 8 e 30 do Dia de Reis de 2015, ano 57 da Revolução, nasceu em Havana Gema Hernández Pérez, filha de Gerardo Hernández Nordelo e Adriana Pérez O'Connor, a mulher que esperou mais do que Penélope pelo herói da Pátria e de sua vida", disse a página oficial "Cubadebate" em uma nota publicada hoje. A menina nasceu por cesariana, pesando 3,5 kg e, segundo declarou o pai, é uma bebê "muito linda". Ele pessoalmente fez as primeiras imagens da criança, mas não as divulgou. "Cubadebate" destacou a "extraordinária felicidade" que o casal vive pelo nascimento de sua primeira filha, "o maior prêmio a todo sofrimento e espera de 16 anos de injusta separação" que o casal viveu. Hernández, que enfrentava duas condenações à prisão perpétua nos Estados Unidos por espionagem, retornou à ilha, em 18 de dezembro de 2014, junto a outros dois integrantes do grupo conhecido como "Los Cinco" que ainda permaneciam presos pela mesma causa. As imagens do reencontro do casal revelaram a avançada gestação, que o público cubano desconhecia, pois, durante os longos anos de prisão, o agente sempre se enfatizou o fato de sua esposa nunca ter recebido permissão para visitá-lo. Perante as especulações que surgiram, o próprio Hernández explicou à imprensa oficial que Gema "foi feita remotamente, mas saiu bem", ao anunciar que a criança nasceria em duas semanas, sem oferecer detalhes do modo como foi concebida. Pouco depois, um porta-voz do Departamento de Justiça dos Estados Unidos confirmou que o agente cubano tinha sido autorizado a enviar seu esperma para realizar uma inseminação artificial em sua esposa, que tinha pedido permissão para ter um filho com seu marido. O pedido de Adriana foi transmitido ao governo do presidente americano, Barack Obama, pelo senador democrata Patrick Leahy e foi aprovado como parte do acordo histórico entre Havana e Washington que permitiu o retorno a Cuba de Hernández e os outros dois agentes cubanos, em troca de um espião preso na ilha que trabalhou ao serviço dos Estados Unidos. Hernández e os outros quatro integrantes do grupo, René González, Fernando González, Antonio Guerrero e Ramón Labañino foram presos em 1998 e condenados a longas penas nos Estados Unidos quando o FBI desmantelou a rede de espionagem cubana Avispa (Vespa, em espanhol), que atuava no sul da Flórida. Todos admitiram ser agentes do governo cubano "não declarados" nos EUA, mas que seus alvos eram "grupos terroristas de exilados" que conspiravam contra o então presidente Fidel Castro, e não contra o governo americano. EFE rmo/cdr












