Naufrágio centenário é encontrado ‘inteiro’ por mergulhadores em lago no Canadá
Mergulhador disse que a equipe encontrou o navio a cem metros de profundidade e que a estrutura estava ‘muito intacta’
Internacional|Do R7
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Mergulhadores canadenses localizaram no Lago Ontário um naufrágio de cerca de duzentos anos em estado raro de preservação. A embarcação, provavelmente do século XIX, foi encontrada com os mastros ainda de pé e com o cordame visível. A ausência de quilha retrátil e de leme no convés de popa reforçou a avaliação de especialistas sobre a antiguidade do navio.
O arqueólogo James Conolly afirmou ao New York Post que a descoberta oferece “uma chance única de observar um período pouco documentado nos Grandes Lagos”.
O mergulhador chefe Heison Chak disse que a equipe encontrou o navio a cem metros de profundidade e que a estrutura estava “muito intacta”. Ele relatou que os mastros continuam no lugar e afirmou que a maioria dos naufrágios que já investigou “perdeu os mastros porque eles acabam arrancados por barcos ou âncoras”.
Ele classificou o achado como “muito, muito raro” e afirmou que é “uma oportunidade única na vida”. Disse ainda que encontrar um navio preservado e intocado foi “um momento especial que ficará no coração”.
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Chak afirmou que o navio parece ser mais antigo do que o estimado inicialmente. Ele disse que compartilhou as imagens com um arqueólogo marítimo, que avaliou que as características do casco são “anteriores ao período que pensávamos”. Ele afirmou que a tecnologia observada é “anterior a 1850 e talvez ainda mais antiga”. Segundo o mergulhador, se a embarcação realmente pertencer ao período entre 1800 e 1850, a descoberta representará “um verdadeiro prêmio, porque há pouquíssima história ou documentação sobre naufrágios, navios ou construção naval desse período”.
O naufrágio havia sido detectado pela primeira vez em 2017 durante um levantamento de cabos de fibra óptica no fundo do lago. A equipe acreditava que as coordenadas correspondiam ao Rapid City, construído em 1884 e desaparecido em 1917. Chak afirmou que “na primeira olhada já sabíamos que o navio que encontramos tinha de ser muito mais antigo”, o que levou os pesquisadores a aprofundar as análises para determinar a origem e o período da embarcação.
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