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Negociação com palestinos deve ser a prioridade do próximo governo de Israel, diz candidato

Eleições parlamentares israelenses, marcadas para 22/01, irão definir novo governo

Internacional|Do R7

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Palestinos jogam pedras em tanques israelenses no norte da Cisjordânia em protesto contra a ocupação
Palestinos jogam pedras em tanques israelenses no norte da Cisjordânia em protesto contra a ocupação

Se não retomar as negociações de paz com os palestinos, Israel poderá enfrentar em breve uma revolta árabe do outro lado do muro. Esse é o alerta do ex-chefe da agência de inteligência israelense, que vai concorrer a uma cadeira no Parlamento local, nas eleições marcadas para 22 de janeiro.

Yaakov Peri, do partido centrista Yesh Atid (Existe um Futuro), disse nesta terça-feira (8), em entrevista à agência de notícias Reuters, que o próximo governo local deve colocar as negociações com os palestinos como prioridade da política externa.

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— Israel deve fazer todo o possível para voltar à mesa de negociações e cumprir seu compromisso.

Nas últimas semanas, o Exército israelense tem relatado um aumento nos casos de violência dentro da Cisjordânia, território palestino que contém áreas ocupadas por Israel. O fato provocou o alerta para uma possível Intifada (a revolta árabe).

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— Estamos à beira de uma terceira Intifada? Essa é uma possibilidade real, por causa da quantidade de desespero, aliado ao impasse político.

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Peri comandou a agência nacional de inteligência, Shin Bet, de 1988 a 1994, período que coincidiu com a primeira Intifada, termo usado para descrever a revolta dos palestinos contra a ocupação israelense na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Já a segunda Intifada ocorreu entre 2000 e 2006.

Segundo Peri, grupos fundamentalistas islâmicos poderiam ventilar a ideia de uma nova Intifada, caso as negociações de paz não sejam retomadas.

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Para Peri, no entanto, uma 3ª Intifada não seria obrigatoriamente violenta, como as duas anteriores, mas poderia levar uma multidão de palestinos às ruas.

O Yesh Atid, que é comandado por um âncora de TV, deve levar cerca de 10 dos 120 assentos da Knesset, o Parlamento de Israel. O partido ainda não descartou participar de uma coalizão do premiê Benjamin Netanyahu, o atual premiê, caso ele volte a se sagrar vencedor.

As conversas de paz entre israelenses e palestinos estão interrompidas desde o segundo semestre de 2010. Para os palestinos, as negociações só podem ser retomadas quando o plano de construção de colônias judaicas dentro da Cisjordânia for interrompido.

Já os israelenses prometem voltar à mesa de negociações quando os palestinos derrubaram qualquer exigência.

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