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Negociadores das Farc se recusam a falar sobre suposto plano contra Uribe

Internacional|Do R7

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Havana, 13 nov (EFE).- Os negociadores das Farc em Havana se recusaram nesta quarta-feira a se pronunciar sobre os supostos planos da guerrilha de atentar contra o ex-presidente Álvaro Uribe e o procurador- geral Eduardo Montealegre, que foram revelados pelo governo colombiano. "Não temos declarações. Estamos esperando que se detalhe bem a informação", disse nesta quarta-feira a Agência Efe o guerrilheiro Andrés Paris, membro da equipe negociadora das Farc no processo de paz com o governo da Colômbia, que acontece há quase um ano em Cuba. "Por enquanto não estamos dando declarações, estamos analisando bem a informação", acrescentou Paris, conhecido como Jesus Emilio Carvajalino. O silêncio dos negociadores da guerrilha contrasta com declarações do chefe da equipe negociadora do governo, Humberto de la Calle, feitas em Bogotá. "Uma hipótese como essa (a do plano de atentado) é absolutamente inaceitável. Essa hipótese destruiria totalmente a viabilidade do processo", disse Da Rua ao discursar hoje em Bogotá no fórum "Marco jurídico para a paz". O governo colombiano revelou na terça-feira os supostos planos da coluna móvel "Teófilo Forero" das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) de um atentado contra o ex-presidente Uribe (2002-2010) e contra Montealegre. Por ordem do presidente colombiano, Juan Manuel Santos, o ministro da Defesa, Juan Carlos Pinzón, e o diretor da polícia, general Rodolfo Palomino, informaram na terça-feira a Uribe sobre essa suposta tentativa de atentado por parte das Farc e exigiram que sejam redobradas as medidas de segurança para ele e sua família. Horas depois a promotoria revelou outro plano das Farc para assassinar Eduardo Montealegre. O governo de Juan Manuel Santos e as Farc, que dialogam há um ano em Havana, estão em recesso das conversas, que serão retomadas no próximo dia 18 para abordar as discussões sobre cultivos ilícitos e narcotráfico. Até o momento as partes conseguiram pactuar acordos parciais sobre terras e sobre participação política. EFE arj/cd

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