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Netanyahu diz que operação em Gaza continuará até calma voltar a Israel

Ofensiva israelense já dura mais de um mês

Internacional|Do R7, com agências internacionais

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Netanyahu: "A operação Limite Protetor continua"
Netanyahu: "A operação Limite Protetor continua"

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo (10) que a operação Limite Protetor continuará até que os israelenses tenham "tranquilidade" e afirmou aos seus ministros que "não negociará sob fogo".

"A operação Limite Protetor continua. Não declaramos seu final em nenhum momento e ela continuará até alcançar seu objetivo", disse Netanyahu no começo da reunião semanal com o Conselho de Ministros, realizado hoje na sede do Ministério da Defesa em Tel Aviv.


Netanyahu, pressionado pela ala mais à direita do governo para que retome as operações terrestres e derrube pela força militar o governo do Hamas, considerou que "levará algum tempo" até que a calma retorne para a população israelense.

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Israel lançou a ofensiva militar em 8 de julho, e até agora quase dois mil palestinos e 67 israelenses morreram. A fase terrestre foi encerrada na sexta-feira, após aceitar um cessar-fogo humanitário de 72 horas a pedido do Egito. 


Desde então, as duas partes retomaram os ataques mútuos, enquanto o governo egípcio tenta conseguir que israelenses e palestinos cheguem a um acordo durável.

Sexta-feira, pouco antes do fim do cessar-fogo, Israel retirou sua delegação do Cairo, embora os contatos com a delegação palestina continuem hoje na capital egípcia.


O dirigente do movimento Fatah Azzam al Ahmad, que lidera a delegação de facções palestinas no Cairo, anunciou que deixará o país neste domingo caso os israelenses não voltem hoje ao país para retomar as negociações. 

"Se for confirmado que os israelenses não voltarão ao Cairo neste domingo, saíremos à noite para a Palestina para realizar consultas com o presidente Mahmoud Abbas", disse Ahmed em declarações a jornalistas nesta madrugada.

O dirigente palestino cobrou o retorno de Israel à mesa de negociações, mas sem impor condições às quais, segundo ele, "não tem direito".

Os palestinos redigiram um documento, entregue pelos mediadores egípcios a Israel, em que exigem de Israel um cessar-fogo, a libertação de presos, o desbloqueio de Gaza, e a abertura de um porto e um aeroporto na faixa, entre outras questões.

Estes pedidos foram negados por Tel Aviv, o que provocou a retomada dos ataques pelo Hamas e a retomada da ofensiva israelense em Gaza.

Israel insiste em não negociar enquanto continuarem as agressões e a delegação que participava dos contatos deixou Cairo na sexta-feira e não deve retornar por enquanto, segundo a imprensa israelense.

O número dois do Hamas, Moussa Abu Marzuq, destacou à imprensa ontem à noite que as negociações com Israel foram paralisadas no sábado para respeitar o fim de semana judeu.

"Os israelenses misturam a religião com a política só no caso das negociações de paz, sem perceber que os bombardeios mais intensos sobre a faixa de Gaza foram aos sábados", alfinetou Abu Marzuq.

O dirigente palestino acredita que as negociações com Israel podem ser retomadas hoje, mas afirmou que a delegação da Palestina não foi informada oficialmente.

O número de palestinos mortos desde o início da intervenção israelense já chega aos quase dois mil, 448 deles crianças, enquanto foram registradas 67 vítimas israelenses e 500 feridos. 

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