Nigéria, Níger, Burkina Fasso e Senegal anunciam que enviarão tropas a Mali
Internacional|Do R7
Lagos, 12 jan (EFE).- Nigéria, Níger, Burkina Fasso e Senegal são os quatro países que até o momento confirmaram que enviarão tropas a Mali, onde o Exército regular malinês, apoiado por tropas francesas, tenta deter o avanço dos grupos salafistas. Segundo confirmou à Agência Efe o porta-voz da Comissão da Comunidade Econômica de Estados do África Ocidental (Cedeao), Sunny Ugoh, estes quatro países participarão da formação do contingente dos 3.500 soldados que o órgão se comprometeu a enviar a Mali. "As quatro nações que estão prontas para enviar tropas a Mali são Nigéria, Senegal, Burkina Fasso e Níger. Todas as demais enviarão suas tropas mais tarde para completar o contingente de 3.500 soldados que farão parte do plano de intervenção militar conjunta em Mali (AFISMA)", explicou Ugoh. No entanto, até o momento não se sabe quantos soldados cada país enviará e também não se conhece o momento exato no qual serão desdobrados, embora a Comissão da Cedeao tenha anunciado em comunicado que isso acontecerá de forma "imediata". "Espera-se que estas tropas cheguem a Mali em qualquer momento", disse à Agência Efe um representante da Cedeao, que pediu anonimato. Enquanto isso, o órgão africano programou uma cúpula extraordinária para a próxima quarta-feira em Abidjan, a capital econômica da Costa do Marfim, para tentar encontrar uma saída à crise. O desdobramento de tropas africanas em Mali foi autorizado em 20 de dezembro pelo Conselho de Segurança da ONU, inicialmente por um ano. O norte de Mali, uma vasta região de 850 mil quilômetros quadrados, permanece à margem da autoridade de Bamaco desde que em 22 de março um golpe militar derrubou o presidente malinês, Amadu Tumani Touré. Com essa ação, os militares protestavam pela pouca atenção que o governo de Mali dava à rebelião dos tuaregue no norte do país, mas o golpe de Estado não fez mais do que agravar a situação na zona. Aproveitando o vazio de poder em Bamaco após a derrocada de Touré, o MNLA proclamou em abril, unilateralmente, a independência da região setentrional de Mali. No entanto, diversos grupos jihadistas como Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI), MUYAO e Ansar Al Din ficaram fortes na região, onde estabeleceram uma versão extremamente rigorosa da lei islâmica. EFE dá/ff










