No Paquistão, cristão é condenado à morte por blasfêmia

Homem foi acusado de ter ofendido Maomé em 2013 e ex-supervisor o denunciou. Além da sentença de morte, homem terá que pagar R$ 1,5 mil

Homem foi acusado de ofender Maomé

Homem foi acusado de ofender Maomé

Pixabay

Uma corte paquistanesa condenou na terça-feira (8) um homem cristão por blasfêmia. Asif Pervaiz, um trabalhador têxtil, foi acusado pelo superior de ter mandado mensagens de texto ofendendo Maomé.

No Paquistão, um país majoritariamente muçulmano, insultar o profeta é passível de pena de morte.

O julgamento de Pervaiz corre na Justiça desde 2013. Primeiramente, o homem passaria 3 anos na prisão por “mal-uso” do celular ao enviar as mensagens. Depois, a pena passou a ser enforcamento. O advogado do homem disse que vai recorrer da sentença. Além da pena, ele também terá que pagar 50 mil rúpias paquistanesas, cerca de R$ 1,5 mil, como punição.

Segundo a defesa de Pervaiz, o ex-supervisor só o denunciou depois que o homem se recusou a se converter ao islamismo.

Organizações de direitos humanos denunciaram que acusações de blasfêmia no país são muitas vezes usadas para perseguir minorias ou para resolver rivalidades pessoais. O extremismo religioso vem crescendo no país e acusações do tipo podem acabar em linchamento e violência.

Cristãos que moram no país e são perseguidos revelam que são vistos como uma classe inferior, e que este tipo de violência contra eles não é considerado importante para as autoridades e a mídia.