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Paquistão condena pesquisador à morte por blasfêmia contra islã

Junaid Hafeez é acusado de publicar conteúdo considerado ofensivo no Facebook e foi denunciado por alunos da faculdade em que trabalhava

Internacional|Da EFE

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Homem é acusado de blasfemar contra o islã
Homem é acusado de blasfemar contra o islã

Um tribunal de primeira instância do Paquistão condenou à morte neste sábado (21) o pesquisador Junaid Hafeez por publicar conteúdo considerado ofensivo ao islã no Facebook.

"O réu deverá ser enforcado até a morte", disse o juiz Kashif Qayyum na decisão, obtida pela Agência Efe. O pesquisador, de 33 anos, ainda pode recorrer.

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A audiência foi realizada na prisão central de Multan, no oeste do país, por motivos de segurança, segundo um porta-voz do tribunal.

A acusação

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Hafeez foi acusado em março de 2013 por publicar conteúdos supostamente ofensivos ao islã no Facebook. A denúncia foi feita por alunos da Universidade Bahauddin Zakariya, onde ele lecionava Literatura Inglesa.

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Preso no mesmo ano, ele é mantido em isolamento desde então.

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Um de seus advogados, Rashid Rehman, foi assassinado em 2014 por um grupo de homens armados. Ele havia pedido, sem sucesso, proteção policial por ter recebido ameaças por defender o pesquisador acusado de blasfêmia.

Os Estados Unidos, país onde Hafeez estudou em 2009, o incluiu em uma lista de vítimas de liberdade de religião e crença. Organizações de direitos humanos, como a Human Rights Watch e a Anistia Internacional, têm criticado duramente o governo do Paquistão pelo caso.

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"O caso de Hafeez é um horror. As autoridades paquistanesas devem revogar rapidamente as leis contra a blasfêmia", afirmou a Anistia Internacional em comunicado divulgado recentemente.

Lei contra blasfêmia

A lei contra a blasfêmia foi criada na época em que o Paquistão era uma colônia britânica. No entanto, na década de 1980, o ditador Zia ul Haq fez alterações no texto para permitir abusos.

Apesar de a lei permitir a pena capital, nenhum condenado foi morto por blasfêmia desde então.

O caso mais conhecido é da cristã Asia Bibi, condenada à morte por blasfêmia em 2010. Ela foi absolvida do crime no ano passado e se exilou no Canadá.

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