Logo R7.com
RecordPlus
‌

Nova espécie de aranha-do-mar com pernas peludas, três lábios e olhos vermelhos é descoberta

Estudo destaca a importância de documentar a biodiversidade marinha, especialmente devido a ameaças de mudanças climáticas

Internacional|Amarachi Orie, da CNN Internacional

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Duas novas espécies de aranhas-do-mar foram descobertas no Mar de Salish, entre o Canadá e os EUA.
  • A Callipallene pilosuspedes possui pernas peludas e olhos vermelhos, enquanto a Tanystylum kiixin tem abdômen em forma de ampulheta e olhos pretos.
  • As aranhas-do-mar, parentes de aranhas e escorpiões, são artrópodes marinhos que variam em tamanho e têm sistemas digestivo e reprodutivo ramificados nas pernas.
  • O estudo visa documentar a biodiversidade no Mar de Salish para ajudar na conservação, dado o impacto das mudanças climáticas e atividades humanas na região.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Animal encontrado em uma antiga vila indígena é frequentemente coberto por parasitas Cormac Toler-Scott via CNN Newsource

Se a visão de uma aranha já lhe dá arrepios, você pode achar as duas espécies de aranhas-do-mar recém-descobertas por cientistas ainda mais perturbadoras.

Pesquisadores no Canadá descobriram duas espécies de aranhas-do-mar anteriormente desconhecidas durante mergulhos, a até 18 metros de profundidade, entre setembro de 2023 e agosto de 2024 no Mar de Salish, que fica entre a província canadense ocidental de Colúmbia Britânica e o estado de Washington, nos Estados Unidos.

‌

Uma das espécies tem espinhos longos e curvos que cobrem a parte inferior das pernas da aranha, de acordo com o estudo publicado na quarta-feira (23) na revista Organisms Diversity & Evolution.

Veja Também

Por essa razão, ela é chamada de Callipallene pilosuspedes, com “pilosus” sendo o latim para “peludo” e “pedes” significando “pés”.

‌

A criatura, que tem um tronco esbelto, também tem olhos vermelhos, três lábios na abertura de sua boca triangular e garras.

A espécie também exibe ovígeros “altamente destros” — apêndices que se parecem com pernas, mas não são usados para andar — que “podem funcionar como ferramentas de limpeza”, de acordo com um comunicado divulgado na quarta-feira pela UBC (Universidade da Colúmbia Britânica), que conduziu o estudo.

‌

“Sob um microscópio, os pesquisadores observaram o animal enrolando os apêndices ao redor de suas pernas e usando espinhos em forma de pente para se limpar”, disse o comunicado.

Em contraste com a Callipallene pilosuspedes, “os membros que carregam ovos” da espécie recém-descoberta Tanystylum kiixin “são muito menores e menos destros, deixando o animal incapaz de se limpar de forma eficaz”, disse a UBC.

‌

O “kiixin” em seu nome, pronunciado “Kee-hin”, é derivado do som das ondas quebrando na base do local de uma antiga vila indígena onde a espécie foi encontrada, de acordo com o estudo.

Esta aranha exibe um abdômen em forma de ampulheta, olhos pretos e garras em forma de maçaneta.

Sendo ela própria um parasita, a aranha era “frequentemente” encontrada “coberta de pequenos parasitas próprios”, acrescentou a UBC.

No geral, os cientistas identificaram quase 1.400 espécies de aranhas-do-mar, que se originaram há cerca de 500 milhões de anos, de acordo com o estudo.

Os artrópodes marinhos podem rastejar no fundo do oceano ou passear sobre animais ou plantas, e alguns podem até flutuar na água. Seu tamanho pode variar de menos de um centímetro a 70 centímetros, disse a UBC.

Os animais não são, na verdade, aranhas, mas são parentes de aranhas, bem como de escorpiões e caranguejos-ferradura, de acordo com a UBC.

Eles têm quatro segmentos de tronco e quatro pares de pernas longas, embora possam ter até 12 pernas. As espécies de águas rasas também costumam ter quatro olhos.

Suas bocas geralmente são maiores que seus corpos — e eles as usam para sugar sucos de invertebrados de corpo mole.

Seus sistemas digestivo e reprodutivo se ramificam para suas pernas, e os machos carregam seus ovos em um par distinto de pernas até que eclodam.

Os pesquisadores deste estudo decidiram descrever as aranhas-do-mar de águas rasas no mar de Salish porque apenas 17 espécies foram documentadas de forma confiável lá, apesar de o mar ter uma rica biodiversidade marinha, de acordo com o estudo.

“Eu estava interessado em como as aranhas-do-mar são impactadas pelas mudanças climáticas e pela perturbação humana, porque os invertebrados marinhos no Mar de Salish estão particularmente em risco, e eu não consegui encontrar nada”, disse o principal autor do estudo e biólogo Cormac Toler-Scott, que conduziu a pesquisa como parte de seu mestrado em zoologia na UBC, no comunicado.

“Isso ocorre em grande parte porque as pessoas não sabem muito sobre quais espécies existem aqui e qual é o estilo de vida delas.”

Com a costa do mar agora “densamente povoada e em rápido desenvolvimento”, os pesquisadores observaram que documentar a biodiversidade em suas águas é “um passo importante na identificação de onde os esforços de conservação terão o maior impacto” para enfrentar as ameaças ao mar provenientes da atividade humana.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.