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Nova ferramenta de IA pode ajudar pacientes a prever se câncer de mama vai voltar

Avanço reforça o papel crescente da inteligência artificial na medicina personalizada e melhora planejamento do tratamento de pacientes

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Uma nova ferramenta de IA, chamada TumorSight Risk, foi aprovada pelo FDA para prever a recorrência do câncer de mama após o tratamento.
  • Desenvolvida pela SimBioSys, a tecnologia utiliza GPUs da Nvidia para analisar exames de ressonância magnética e informações clínicas, classificando o risco de recorrência.
  • Estudos mostraram que a ferramenta é eficaz em prever a recorrência, com 95,5% das pacientes de baixo risco livres da doença após cinco anos.
  • A tecnologia complementa exames tradicionais, ajudando médicos a decidir sobre tratamentos, e já está em uso em hospitais dos EUA.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Novidade tenta resolver uma das principais preocupações das pacientes: o risco de recorrência da doença Elías Alarcón/Pixabay

Uma nova ferramenta de inteligência artificial aprovada pela Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, pode ajudar médicos a prever se o câncer de mama voltará após o tratamento, oferecendo informações importantes ainda antes da cirurgia.

A tecnologia, chamada TumorSight Risk, foi desenvolvida pela empresa SimBioSys e utiliza tecnologia da Nvidia.

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A novidade busca responder a uma das principais preocupações das pacientes diagnosticadas com câncer de mama: o risco de recorrência da doença após o tratamento.

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A ferramenta analisa exames de ressonância magnética da mama já realizados pela paciente, combinando essas imagens com informações clínicas e resultados de patologia para estimar as chances de o câncer retornar nos próximos cinco ou dez anos.

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O sistema utiliza unidades de processamento gráfico (GPUs) da Nvidia para processar grande volume de informações médicas que seriam difíceis de serem analisadas de forma integrada por humanos.

O software gera uma pontuação de 0 a 100 e classifica as pacientes em grupos de risco baixo, intermediário ou alto para recorrência da doença.

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De acordo com Stacey Stevens, presidente e CEO da SimBioSys, a ferramenta aproveita informações que já fazem parte da rotina diagnóstica das pacientes, sem exigir exames adicionais.

Um dos diferenciais apontados pelos desenvolvedores é a possibilidade de disponibilizar essas informações antes da cirurgia, permitindo que médicas e pacientes discutam opções de tratamento com mais clareza e segurança.

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Estudo avaliou mais de 2 mil pacientes

Os pesquisadores analisaram dados de 2.129 mulheres com câncer de mama em estágio inicial, positivo para receptores hormonais e negativo para HER2, subtipo que representa cerca de 74% dos diagnósticos de câncer de mama nos Estados Unidos, segundo o National Cancer Institute.

Os resultados mostraram que 95,5% das pacientes classificadas como de baixo risco permaneceram livres da doença após cinco anos. Entre aquelas enquadradas no grupo de alto risco, esse percentual foi de 89,6%.

A análise também revelou que mulheres classificadas como de alto risco apresentaram mais de três vezes mais chances de recorrência do câncer em comparação com pacientes enquadradas na categoria de baixo risco.

Além disso, cada aumento de 10 pontos na pontuação gerada pela inteligência artificial foi associado a um crescimento de 22% no risco relativo de retorno da doença.

Ajuda para definir tratamentos

Especialistas afirmam que a avaliação produzida pelo sistema não substitui exames ou análises médicas tradicionais, mas pode complementar as informações utilizadas para definir estratégias terapêuticas.

Segundo a oncologista de mama Poornima Saha, da Endeavor Health, a tecnologia pode contribuir para uma visão mais completa do quadro clínico da paciente, auxiliando na decisão sobre tratamentos como quimioterapia, radioterapia e terapias hormonais.

Esses tratamentos podem provocar efeitos colaterais importantes, e uma estimativa mais precisa do risco de recorrência ajuda médicos a identificar quais pacientes podem se beneficiar de terapias mais intensivas e quais poderiam evitar intervenções desnecessárias.

A tecnologia já começou a ser utilizada em hospitais e centros oncológicos dos Estados Unidos. A empresa responsável também trabalha com programas públicos e seguradoras privadas para ampliar a cobertura do exame.

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