Nova York suspende toque de recolher após protestos pacíficos
Embora alguns manifestantes tenham novamente desafiado o toque de recolher, no sábado (7) a polícia permitiu que as marchas continuassem
Internacional|Da EFE

Nova York anunciou neste domingo (7) o fim do toque de recolher imposto todas as noites desde a última segunda-feira, após mais um dia de protestos pacíficos massivos contra o racismo e a violência policial.
"Estamos suspendendo o toque de recolher, com efeito imediato", escreveu no Twitter o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, que elogiou os protestos de ontem. "Vi o melhor de nossa cidade", enalteceu.
De Blasio se referia a um dia em que milhares de pessoas saíram às ruas em todos os distritos da chamada "Big Apple" para continuar com as mobilizações iniciadas após a morte de George Floyd, um homem negro de 46 anos sufocado por um policial branco em Minneapolis, no estado de Minnesota.
Embora alguns manifestantes tenham novamente desafiado o toque de recolher, desta vez a polícia permitiu que as marchas continuassem sem intervir. Nos dias anteriores, os agentes haviam atuado com muita força.
40 prisões no sábado
Segundo a imprensa local, o sábado terminou com cerca de 80 prisões, depois de 40 no dia anterior, e longe das mais de 700 feitas na segunda-feira.
"Continue se mantendo a salvo. Continuem cuidando uns dos outros", disse De Blasio, que nos últimos dias vinha sendo pressionado por outros integrantes do Partido Democrata a acabar com o toque de recolher.
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Para os críticos da medida, só estava criminalizando protestos pacíficos depois das 20h e levando a confrontos desnecessários entre a polícia e os manifestantes.
O toque de recolher, o primeiro em Nova York em quase 80 anos, foi estabelecido na última segunda, após várias noites de tumultos e saques em meio a protestos contra a violência policial. Na terça-feira, De Blasio havia anunciado que a medida continuaria pelo menos até hoje.
A cidade começará a ser reaberta amanhã após a quarentena imposta devido à pandemia do coronavírus, com uma primeira fase em que a construção civil, a indústria e o varejo voltarão para a coleta de pedidos nas lojas.
No total, as autoridades preveem que cerca de 400 mil trabalhadores poderão retornar aos seus empregos, no primeiro passo para retomar alguma normalidade após a crise sanitária.
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