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Novo líder chinês diz buscar relação igualitária com África

Internacional|Do R7

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Por Fumbuka Ng'wanakilala e George Obulutsa

DAR ES SALAAM, 25 Mar (Reuters) - O novo presidente da China, Xi Jinping, disse nesta segunda-feira aos africanos que deseja uma relação de iguais, que ajude no desenvolvimento do continente, contrariando preocupações de que Pequim estaria apenas em busca de matérias-primas da África.

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Na primeira escala de uma visita à África, Xi disse ao presidente da Tanzânia, Jakaya Kikwete, que os investimentos chineses vão ajudar o continente a enriquecer.

"A China espera sinceramente ver um desenvolvimento mais rápido em países africanos e uma vida melhor para o povo africano", disse Xi em discurso num centro de conferências construído com financiamento chinês em Dar es Salaam, maior cidade da Tanzânia.

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Renovando uma oferta de empréstimos de 20 bilhões de dólares para a África entre 2013 e 2015, Xi prometeu "ajudar os países africanos a transformarem a concessão de recursos em força de desenvolvimento, e a alcançarem um desenvolvimento independente e sustentável".

Os africanos em geral veem a China como um saudável contrapeso à influência ocidental, mas, à medida que essa relação amadurece, há crescentes apelos de autoridades e economistas por um acordo comercial mais equilibrado.

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"A China vai continuar oferecendo, como sempre, a assistência necessária à África, sem condições políticas vinculadas", disse Xi, sob aplausos. "Nós nos damos bem e tratamos uns aos outros como iguais."

Mas a gratidão por essa ajuda está cada vez mais matizada por ressentimentos sobre a forma como empresas chinesas operam na África, onde complexos industriais só com operários chineses às vezes provocam reações violentas de nativos que querem trabalho.

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Respondendo às preocupações de que a África não estaria ganhando qualificação e tecnologia com o investimento chinês, Xi disse que Pequim vai treinar 30 mil profissionais africanos e oferecerá 18 mil bolsas para estudantes africanos, além de "intensificar a transferência de tecnologia e a experiência".

"As relações sino-tanzanianas já sofreram bastante", disse Kikwete, cujo país desenvolveu uma estreita relação com a China nos primeiros anos após a independência em relação à Grã-Bretanha, em 1964. "Agora nós nos tornamos amigos a toda prova."

Nas décadas de 1960 e 1970, a China construiu uma ferrovia ligando a Tanzânia à Zâmbia.

Os dois líderes acompanharam a assinatura de acordos comerciais e de outros tipos, incluindo planos para o desenvolvimento conjunto de um novo porto e de uma zona industrial, um empréstimo para a infraestrutura de comunicações e um empréstimo sem juros para o governo. Não foram divulgados detalhes sobre o volume dos empréstimos ou os projetos industriais.

O próximo destino de Xi será a África do Sul, onde ele participa na terça e quarta-feira de uma cúpula dos países emergentes Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Provavelmente ele manifestará aval a planos para uma reserva comum de divisas internacionais e para a criação de um banco coletivo de estímulo à infraestrutura.

Essas propostas respondem às frustrações dos mercados emergentes por terem de depender do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, vistos como agentes dos interesses dos EUA e de outras nações industrializadas.

Depois, Xi irá à República do Congo, de onde a China importou no ano passado 5,4 bilhões de toneladas de petróleo.

(Reportagem adicional de Ben Blanchard, em Pequim)

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