NY reduz índice de mortes por covid-19 e pede cautela em protestos
Apesar da queda no número de óbitos, prefeito Bill de Blasio pediu que os manifestantes protestem sem correr riscos em multidões
Internacional|Da EFE

O estado de Nova York anunciou nesta sexta-feira (5) 42 mortes por covid-19 registradas nas últimas 24 horas, um novo mínimo que autoridades atribuíram ao comportamento da população. No entanto, pediram cautela em meio aos grandes protestos contra a violência policial e o racismo.
Em entrevista coletiva, o governador Andrew Cuomo reportou dez mortes a menos do que na quinta-feira (4). O número de internações também continua caindo, enquanto praticamente todo o estado já reabriu e três regiões entram nesta semana na segunda fase de relaxamento da quarentena.
"De 800 mortes para 42, em oito semanas. Incrível. Como isso foi feito? Não fiz nada: a população do estado mudou radicalmente de comportamento. Olhem o progresso. O número mais baixo de internações até o momento", declarou.
Leia também
Cuomo, que apresentou nesta sexta-feira um plano de reforma da polícia, disse que também é necessária uma mudança de comportamento na gestão da força, de modo a evitar novos casos de brutalidade policial.
A cidade de Nova York reportou um aumento nas internações diárias por covid-19, para 84, segundo informou o prefeito Bill de Blasio, que se negou a vincular o número com os protestos, mas pediu para que os manifestantes protestem sem correr riscos em multidões.
"Não vemos evidência de que (o aumento de internações) esteja relacionado com o ocorrido na semana passada, seria necessário esperar a semana que vem, uns dez dias", explicou.

A cidade, que ontem teve o primeiro dia sem mortes por coronavírus, se prepara para reabrir a economia na próxima segunda-feira. A Big Apple é a última região do estado a cumprir os requisitos necessários para a retomada das atividades.
Os Estados Unidos continuam sendo o epicentro da pandemia de covid-19 no mundo, com quase 1,9 milhão de contagiados e mais de 108 mil mortes. O estado de Nova York acumula o maior número desses óbitos, mais de 30 mil, segundo dados da Universidade Johns Hopkins.
Protestos no México após morte de homem preso por não usar máscara
A cidade de Guadalajara, no México, foi sacudida nesta quinta-feira (4) por fortes protestos nas ruas após um homem morrer sob custódia da polícia após ser preso por não usar máscara de proteção contra o novo coronavírus
A cidade de Guadalajara, no México, foi sacudida nesta quinta-feira (4) por fortes protestos nas ruas após um homem morrer sob custódia da polícia após ser preso por não usar máscara de proteção contra o novo coronavírus






















