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‘O maior risco do mundo hoje é uma guerra entre países da Otan e Rússia’, aponta especialista

Estônia acusa Moscou de ser responsável por ataque contra empresa que fornece veículos terrestres não tripulados para a Ucrânia

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Estônia acusou a Rússia de um ataque a uma empresa de defesa que fornece veículos para a Ucrânia, resultando em incêndio.
  • O Kremlin negou envolvimento, enquanto a Suécia expressou apoio à Estônia, considerando o caso extremamente sério.
  • Igor Lucena, especialista em relações internacionais, destacou o risco de uma guerra entre países da Otan e a Rússia.
  • Lucena também mencionou que a Rússia está testando a defesa dos países europeus e que retaliações podem ocorrer no futuro.

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A Estônia acusou a Rússia de ser responsável por um ataque contra o prédio de uma empresa de defesa que fornece veículos terrestres não tripulados para a Ucrânia. A investida ocorreu em agosto e terminou em um grande incêndio. O país não divulgou as provas, mas afirmou que o incidente era consistente com outras sabotagens atribuídas à Rússia na Europa.

O primeiro-ministro da Suécia afirmou que o caso é extremamente sério e que o país apoia integralmente a Estônia. O Kremlin negou a alegação de que Moscou estaria por trás do ataque, classificando as acusações como infundadas e afirmando que não as levaria a sério.

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Em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (29), Igor Lucena, economista e especialista em relações internacionais, ressalta que “o maior risco do mundo hoje é uma guerra entre países da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e Rússia. Mas, obviamente, a Rússia, neste momento, não está procurando entrar em um novo combate com países da Otan”.

O especialista aponta que a Rússia está testando as capacidades de defesa e de resposta: “Isso faz parte de um início de conflito. Ela quer entender até que ponto esses países podem se decompor, caso de fato haja um conflito com eles.”

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Segundo Lucena, a Estônia faz parte do grupo de nações que eram membros do bloco soviético, em que parte da população mais velha ainda tem certa cultura russa em algumas regiões, mas são países que rapidamente entraram na União Europeia e na Otan e são, atualmente, extremamente desenvolvidos.

“Até que ponto a Rússia pode atacar países da Europa e não ter retaliações? Obviamente, isso não é para sempre. Vai ter um momento em que um desses países vai retaliar diretamente. Agora, isso não é um caso isolado, é um caso conjunto”, avalia.

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