O que é a unidade secreta da Rússia que atua no fundo do mar e pode afetar a internet global
Reino Unido expôs a presença de submarinos russos em seu litoral, com suspeitas de que atuavam para atingir cabos e oleodutos
Internacional|Do R7
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As Forças Armadas do Reino Unido afirmaram ter identificado uma operação secreta de submarinos russos em seu litoral e arredores, com o objetivo de atacar cabos e oleodutos. Segundo o governo britânico, as embarcações permaneceram cerca de um mês em águas do país no início deste ano, antes de serem forçadas a recuar em direção à Rússia.
O episódio fez com que o governo britânico intensificasse a cooperação com aliados, incluindo a Noruega, para rastrear e vigiar eventuais novas movimentações de submarinos russos. A decisão de tornar a operação pública foi tomada para que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, soubesse que a aproximação havia sido detectada.
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“A Putin, digo o seguinte: nós o vemos e acompanhamos suas atividades sobre nossa infraestrutura submarina. Saiba que qualquer tentativa de danificá-la não será tolerada e terá sérias consequências”, afirmou em comunicado John Healey, secretário de Defesa e membro do Parlamento, após o incidente.
Segundo o governo do Reino Unido, a empreitada russa contou com um submarino da classe Akula e dois especializados da Diretoria Principal de Pesquisa em Águas Profundas de Moscou, uma agência de inteligência militar conhecida como GUGI e que é responsável por reconhecimento, operações especiais e espionagem de sinais. Ainda que faça parte da marinha russa, o órgão se reporta diretamente a Putin e ao ministro da Defesa do país.
Qual seria o interesse da Rússia?
A aproximação é suspeita de monitorar infraestruturas submarinas críticas, incluindo cabos submarinos de fibra óptica, essenciais para todas as comunicações digitais. Essas estruturas respondem por mais de 99% do tráfego internacional de dados, incluindo chamadas de voz e internet, sustentando o sistema bancário, o comércio e as comunicações globais.
Nenhuma outra nação, com exceção dos Estados Unidos, possui a mesma capacidade da Rússia em operar equipamentos militares em profundidades extremas. Os submarinos podem ser lançados secretamente, à noite, a partir de navios espiões como o Yantar, visto recentemente no Canal da Mancha. Na prática, eles podem cortar cabos ou interceptá-los para permitir que a Rússia monitore os dados que passam por eles.
Em resposta à aproximação, a Marinha Real britânica mobilizou a fragata Tipo 23 HMS St Albans, o navio de apoio logístico RFA Tidespring e helicópteros Merlin. A operação também envolveu o deslocamento de navios e o lançamento de sonoboias, um dispositivo utilizado para detectar, localizar e rastrear submarinos através de sensores acústicos (hidrofones).
Ainda de acordo com o governo britânico, ainda que o submarino já tenha retornado para a Rússia sem deixar danos, o país mantém navios de guerra e aeronaves em prontidão para reagir a uma possível nova incursão. Nos últimos dois anos, Londres registrou um aumento de 30% na presença de navios russos em suas águas.
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