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Obama apresenta maior iniciativa em décadas para controle de armas

Internacional|Do R7

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Por Matt Spetalnick e Jeff Mason

WASHINGTON, 16 Jan (Reuters) - O presidente dos EUA, Barack Obama, formalizou na quarta-feira as propostas de proibição do comércio de armas de assalto e de mais rigor na verificação de antecedentes para compradores de armas, tentando assim canalizar a indignação nacional com o massacre de dezembro numa escola de Connecticut e dando início à maior iniciativa das últimas décadas para o controle das armas no país.

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Num plano de inclui medidas do Executivo e propostas para o Legislativo, Obama colocou-se em rota de colisão com o poderoso lobby das armas e com seus apoiadores no Congresso, que devem resistir àquilo que veem como uma violação do direito constitucional à posse de armas.

Obama apresentou as propostas em um evento na Casa Branca, diante de uma plateia que inclui parentes das 20 crianças mortas no massacre de Newtown.

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"Não podemos mais adiar isso", disse Obama, prometendo usar "todo o peso que este cargo detém" para implementar as propostas. "O Congresso deve agir rapidamente."

Em seus quatro primeiros anos como presidente, Obama pouco fez para conter a cultura das armas nos EUA. Mas, a poucos dias de iniciar seu segundo mandato, ele parece determinado a promover uma iniciativa destinada a evitar novas tragédias.

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As propostas baseiam-se no trabalho de uma força-tarefa comandada durante um mês pelo presidente Joe Biden, que se reuniu com partidários do controle armamentista e também com representantes das indústrias de armas e de entretenimento.

Obama propôs que o Congresso renove a proibição da venda de armas de assalto, que expirou em 2004, exija a verificação de antecedentes para todos os compradores --inclusive em feiras de armas hoje dispensadas da norma-- e adote uma nova lei federal contra o tráfico de armas.

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Ele também anunciou 23 medidas que pretende tomar imediatamente, sem necessidade de aval do Congresso. Isso inclui melhorias no atual sistema de verificação de antecedentes, a suspensão da proibição para pesquisas federais sobre a violência armada, a contratação de mais orientadores pedagógicos nas escolas, e mais acesso a serviços de auxílio psicológico.

A proposta politicamente mais polêmica do pacote diz respeito à proibição das armas de assalto, que são de uso militar. A maioria republicana da Câmara deve se opor a essa medida.

Em um anúncio agressivo pela TV e pela internet, a poderosa Associação Nacional do Rifle acusou Obama de ser "mais um elitista hipócrita" por aceitar a proteção do Serviço Secreto para suas duas filhas, mas rejeitando a proposta da entidade para a contratação de guardas armados em todas as escolas.

Ao anunciar as novas medidas, Obama tinha a seu lado crianças de todo o país que nas últimas semanas lhe enviaram cartas falando da preocupação com as armas e com a segurança escolar.

(Reportagem adicional de Jeff Mason, Steve Holland, Roberta Rampton, Thomas Ferraro)

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