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Obama: cortes automáticos podem ser substituídos por cortes inteligentes

Internacional|Do R7

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O presidente Barack Obama pediu neste sábado ao Congresso que substitua os cortes gerais automáticos que entraram em vigor na noite de sexta-feira pelo que denominou de "abordagem equilibrada", que combine cortes inteligentes com reformas das leis tributárias.

O pedido acontece um dia depois que o presidente, cumprindo a lei, assinou uma ordem executiva que determina reduções de gastos no valor de 85 bilhões de dólares, assim como um relatório de seu Escritório de Gerenciamento e Orçamento detalhando os cortes que cada agência estatal deverá aplicar.

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Apenas três meses depois de ser reeleito, Obama ironizou sua falta de habilidade em fazer um "elo mental Jedi" nos republicanos para fazê-los mudar de ideia e impedir a aplicação das medidas de austeridade, usando para isso referência cruzada a elementos das séries de ficção científica Star Wars e Star Trek.

"Não sou um ditador. Sou o presidente", disse, para explicar que não poderia forçar os republicanos "a fazer a coisa certa".

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Obama também classificou "burros" estes amplos cortes do orçamento, derivados de um acordo sobre o teto da dívida assinado em 2011.

As medidas foram aplicadas automaticamente na sexta-feira, depois do fracasso dos esforços para alcançar um acordo no Congresso com os republicanos para reduzir o déficit.

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Mas, em seu discurso semanal por rádio e internet, o presidente argumentou que ainda há tempo para encontrar uma solução inteligente para o problema da dívida nacional.

"Ainda creio que podemos e devemos substituir estes cortes com uma abordagem equilibrada, uma que combine cortes inteligentes dos gastos com reformas e mudanças de nosso código tributário, o que será mais justo para com as famílias e os empresários sem ter de aumentar tributos para ninguém", explicou.

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Obama disse que o déficit do orçamento, que atualmente excede um trilhão de dólares, pode ser reduzido sem ter necessidade de despedir trabalhadores ou forçar pais e estudantes a pagar o preço por isso.

"Uma maioria do povo americano está de acordo comigo sobre esta abordagem, incluindo uma maioria de republicanos", enfatizou o presidente. "Somente necessitamos que os republicanos no Congresso entrem em acordo com seu próprio partido e com o resto do país", destacou.

Sob a medida de cortes automáticos, cerca de 800.000 funcionários públicos do departamento de Defesa deverão ficar de licença sem salário um dia por semana e a marinha deverá reduzir a saída de navios ao mar. O deslocamento de um segundo porta-aviões para o Golfo já foi cancelado.

Os contratistas do departamento de Defesa poderão se ver obrigados a demitir trabalhadores e os gastos do sistema de saúde federal também serão afetados.

Os cortes alcançarão também os centros de educação especializados e as pré-escolas destinadas a crianças de famílias carentes. Parques nacionais poderão ser fechados e o tempo de espera nas alfândegas dos aeroportos poderá ser de até quatro horas para os passageiros.

Mas o presidente insistiu que, apesar das discussões públicas, republicanos e democratas têm atualmente mais pontos em comum do que estão dispostos deixar entrever.

"Sei que há republicanos no Congresso que atualmente queriam ver fechadas as lacunas existentes nas leis tributárias a deixar passar esses cortes automáticos", afirmou Obama.

"E sei que há democratas que prefeririam fazer uma reforma inteligente antes de ver esses cortes aplicados. Existe um consenso do bom senso. E vou continuar estendendo a mão a eles para solucionar isso", concluiu.

mk/cd/emm/cn

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