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Obama promete luta antiterrorista transparente e plano para fechar Guantánamo

Internacional|Do R7

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Miriam Burgués. Washington, 23 mai (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se comprometeu nesta quinta-feira a dar mais transparência às operações terroristas com aviões não tripulados - os chamados "drones" - e apresentou um novo plano para o fechamento do presídio militar de Guantánamo, que inclui a suspensão da medida que impedia a transferência de presos ao Iêmen. Em discurso sobre a luta antiterrorista na Universidade de Defesa Nacional, nos arredores de Washington, Obama adotou tom amistoso em relação à comunidade muçulmana para prevenir o extremismo violento e defendeu que os Estados Unidos não devem estar envolvidos em uma "guerra perpétua" contra o terrorismo. "Além de completar a retirada das tropas do Afeganistão em 2014", argumentou Obama, "devemos definir nosso esforço não como uma guerra infinita e global contra o terror, mas como uma série de persistentes esforços voltados a desmantelar redes específicas de extremistas violentos que ameaçam os Estados Unidos". Nessa "guerra global", em alguns casos "comprometemos nossos valores básicos, mediante o uso da tortura para interrogar nossos inimigos e a detenção de pessoas de uma forma contrária à lei", admitiu. Obama pediu que seja "terminada a tarefa de derrotar a Al Qaeda e suas forças associadas", mas ressaltou que "o futuro do terrorismo" que ameaça os EUA "passa tanto pelas instalações diplomáticas como as empresas no exterior" e os "extremistas que agem por conta própria". Nesse quesito, o governante lembrou o ataque ao consulado americano em Benghazi (Líbia) de 11 de setembro de 2012 e o atentado do dia 15 de abril na Maratona de Boston, cometido supostamente pelos irmãos Tsarnaev. Em seu discurso, o presidente anunciou que assinou um memorando que determina as circunstâncias nas quais os Estados Unidos utilizarão no futuro os "drones" contra supostos terroristas e defendeu que o uso desses aviões é legal e que eles "salvaram vidas". "Os Estados Unidos não atacam quando temos a capacidade de capturar terroristas, nossa preferência sempre é deter, interrogar e processar", argumentou. Obama justificou o uso de "drones" em casos como o que levou à morte do clérigo americano Anwar al Awlaki no Iêmen, e sobre esse ataque em particular insistiu que teria sido um abandono de sua responsabilidade como presidente o não tê-lo ordenado. Além disso, Obama destacou que a operação contra a Al Qaeda no Paquistão que culminou com a morte de Osama bin Laden em 2011 não deve ser a regra na luta antiterrorista porque teve riscos "imensos" e afetou as relações bilaterais com o país islâmico. Quanto a Guantánamo, "não há nenhuma justificativa, além da política, para que o Congresso impeça o fechamento de um centro que nunca deveria ter sido aberto", enfatizou. Além disso da suspensão da medida que impedia a remoção de presos ao Iêmen, o líder anunciou que vai nomear um novo enviado especial para o fechamento de Guantánamo e pediu ao Congresso a suspensão das restrições às demais transferências. Dos atuais 166 presos em Guantánamo, 86 receberam o sinal verde para serem libertados. "Na maior medida possível, vamos transferir os detidos que foram aprovados para ir a outros países. Quando for apropriado, vamos levar os terroristas à justiça em nossos tribunais e em nosso sistema de justiça militar", afirmou Obama. A greve de fome que realizada há três meses por cem dos 166 presos de Guantánamo disparou um alerta sobre as condições da penitenciária e reavivou o debate sobre seu fechamento, uma promessa que Obama fez na campanha eleitoral de 2008. O presidente americano declarou hoje também que os Estados Unidos "não estão em guerra com o islã". "A melhor forma de evitar o extremismo violento é trabalhar com a comunidade muçulmana", disse a respeito. Uma militante do grupo pacifista Codepink interrompeu repetidas vezes Obama durante seu discurso e exigiu o fechamento imediato de Guantánamo. EFE mb/id (foto) (vídeo)

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